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Médica Ana Andrade Correia Lima critica Projeto de Lei que obriga digitalização de receitas

De acordo com a médica, a discussão sobre a letra dos médicos não é tão importante quanto os problemas estruturais enfrentados pelos médicos e pela população nos hospitais piauienses.

Imagem: DivulgaçãoClique para ampliarMédica Ana Andrade Correia Lima(Imagem:Divulgação)Médica Ana Andrade Correia Lima
Na última quinta-feira (16), o deputado estadual Pablo Santos (PMDB) apresentou um Projeto de Lei na Assembleia Legislativa que dispõe que as receitas médicas, solicitações de exames e demais prescrições médicas sejam digitadas.

A médica especialista em Medicina Intensiva e perita de trânsito, Ana Andrade Correia Lima, que atende nas UTI’s do Hospital de Urgência de Teresina e do HTI, além de trabalhar no Samu, criticou a proposta. Segundo ela, o deputado deveria propor uma lei que não deixasse faltar medicamentos dos principais programas e sugeriu que o parlamentar, que também é médico, não conhece a realidade da Saúde no Estado do Piauí.

“O deputado deve imaginar que temos toda infraestrutura para o atendimento adequado, não lembrando que muitas vezes fazemos atendimentos em locais inóspitos. Ele deveria fazer uma visita in locu, já que ele foi foi eleito pela população para bem representá-la em seus anseios de melhorias ”, afirmou a médica.

Para a médica, isso é "trabalhar com objetividade focando em algo que realmente trouxesse benefício para a população, principalmente os mais carentes e desassistidos do nosso Estado".

De acordo com a médica, a discussão sobre a letra dos médicos não é tão importante quanto os problemas estruturais enfrentados pelos médicos e pela população nos hospitais piauienses.

“O que eu gostaria é que o deputado, ao invés de discutir a qualidade das letras dos médicos, exigisse que em todos os locais tivesse um posto de saúde decente, com uma construção física adequada, com profissionais em número adequado, com uma boa farmácia sem faltar medicamento nenhum, com acesso rápido aos exames complementares e que, se isso não fosse feito, os gestores respondessem de acordo com a lei”, finalizou.

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