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Gustavo Henrique critica proximidade entre PSDB e PT no Piauí

A eleição para prefeito da capital em 2016, colocará em confronto os reais desígnios políticos.

A afinidade entre a gestão tucana e o governo petista no Piauí é visível. Históricos opositores políticos, Firmino e Wellington trilham atualmente o mesmo caminho, improvisando acordos informais e acomodações de aliados em suas bases. Um exemplo claro dessa aproximação, foi a eleição para presidente da Assembleia Legislativa, quando Firmino apoiou o candidato petista Fabio Novo, comprando "briga" com o correligionário Marden Menezes, vice-presidente na chapa de Themístocles.

Em entrevista ao GP1, Gustavo Henrique (PSC), comentou essa aproximação entre o executivo municipal e estadual. Segundo ele, essa atitude é antiética e dúbia. “Na política tudo é possível, mas no meu entender tudo tem limite. Não estou dizendo que eu não posso me tornar aliado de um eventual opositor político, mas eu tenho que ver o histórico, as condicionantes. A minha análise política: até ontem eles eram adversários e são adversários a nível nacional.  Eu vejo essa aproximação temerária”.
Imagem: Lucas Dias/GP1Gustavo Henrique(Imagem:Lucas Dias/GP1)Gustavo Henrique
A eleição para prefeito da capital em 2016, colocará em confronto os reais desígnios políticos de petistas e tucanos. Gustavo põe uma dúvida nesse contexto. “Será que a população vai entender?”
 
E opina, quase respondendo negativamente o próprio questionamento. “Acho que estão esquecendo de houver o principal personagem: o povo. Temos que lembrar que Wellington representa a presidente Dilma e o Firmino representa o Aécio Neves. Vale a pena ressaltar que a presidente Dilma foi eleita com mais de 70% dos votos, aqui em Teresina, foi um massacre eleitoral. Será que um eleitor da Dilma, mesmo com o desgaste dela, vai entender uma aproximação de Wellington e Firmino?  Eu particularmente não vejo com bons olhos, nós temos que ter coerência e ética”. 
 
A segunda proposição de Gustavo é de que essa aproximação seja apenas uma forma cordial que o prefeito Firmino Filho encontrou para dar celeridade aos projetos na gestão municipal. “Vamos supor que ela seja administrativa, o prefeito pode até ter outra intenção. Mas Wellington é uma pessoa afável e o governador do estado, ele tem que atender o prefeito, tem que conversar, atender demandas da municipalidade. Eu não acredito que por conta disso, resulte em uma coligação ou acordo político no futuro. Uma coisa é você trabalhar por Teresina, outra coisa é ter parceria política”. 

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