Os professores da Universidade Estadual do Piauí, podem entrar em greve nos próximos meses. A associação de docentes da instituição assinou o indicativo da greve após declarações do governo sobre não pagamento do reajuste salarial.
O presidente da Associação de docentes da Uespi, professor Daniel Solon, informou que na última assembleia geral, a categoria aprovou o indicativo de greve, caso o governo não pague o reajuste neste mês de maio.
“Nós temos esse reajuste garantido por lei, desde de 2013, são dois reajustes durante o ano, nos meses de maio e novembro. Este ano, solicitamos várias reuniões para que o governo apresentasse um parecer, visto a situação financeira do estado, mas não conseguimos resposta; mas na mídia o governador deu declarações de que não poderia pagar esse reajuste”, explicou Solon.
Imagem: Bárbara Rodrigues/GP1
Daniel Solon
Daniel SolonOutra pauta que motiva a greve é a necessidade de concurso para docentes na universidade. “Nós temos hoje, 830 professores efetivos e cerca de 600 professores temporários. É preciso que se realize um concurso o mais rápido possível”, relatou Daniel.
O movimento grevista também atinge outras categorias, durante o mês de abril servidores da educação estadual paralisaram as atividades e conseguiram 13% de reajuste salarial. Servidores municipais de Teresina estão em greve por reajuste salarial e melhores condições de trabalho. Os professores de universidades e institutos federais também ameaçam greve este ano. Hoje, a Associação dos Docentes da Universidade Federal do Piauí (Adufpi), realiza assembleia para decidir rumos do movimento.
Daniel Solon acredita em uma paralisação geral de trabalhadores a nível municipal, estadual e federal, na busca por melhores condições de trabalho e salários. “Não acho só possível, é extremamente necessária. A Central Sindical convoca todas as classes sindicais para aderir ao movimento”.
Curta a página do GP1 no facebook: www.facebook.com/PortalGP1
Ver todos os comentários | 0 |