Recentemente aprovado para compor o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o advogado piauiense e conselheiro federal da OAB, Norberto Campelo, esteve em São Raimundo Nonato durante audiência pública com jovens advogados da região. A discussão aconteceu na quinta-feira (16) durante a programação da Caravana da Jovem Advocacia, promovida pela Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Piauí.
Na oportunidade, além de apresentar proposta de trabalho, Campelo ouviu dos participantes questionamentos e sugestões acerca das necessidades dos profissionais para sua atuação junto ao Poder Judiciário.
Diante da participação dos advogados, o futuro conselheiro disse que pretende visitar todas as subseções para o diálogo. “Saímos com ótimas sugestões desta audiência. Faremos outras para que surjam novas ideias e possamos ser o porta voz dos profissionais do Estado, pois pretendo atuar em prol de uma melhor prestação jurisdicional para o Piauí junto ao CNJ”, assegurou Norberto.
Na oportunidade, Norberto falou da atuação e responsabilidade do CNJ em todo o país, como o acompanhamento dos processos junto às corregedorias estaduais de Justiça, cobrando e fiscalizando. O conselheiro criticou ainda a atuação do Poder Judiciário piauiense e o sistema adotado, que, segundo ele, permite as constantes transferências de juízes nas comarcas do interior, o que não possibilita uma eficiência no trabalho e na prestação de serviços à sociedade.
“Precisamos usar mais o CNJ para compelir, otimizar este sistema, mesmo com poucos recursos. A prioridade era contatar juiz e servidor. Precisamos de pelo menos 80 juízes, e o concurso anunciado não irá suprir a nossa necessidade”, disse Norberto ao lembrar do compromisso firmado pelo Tribunal de Justiça do Piauí e a OAB-PI, que em 2014 lutou pelo aumento do orçamento, desde que este fosse vinculado à realização de concurso público para magistrados e servidores.
O conselheiro federal da OAB Sigifroi Moreno afirmou que “a Ordem continuará batendo às portas do Judiciário, porque senão amargaremos estes resultados que colocam o nosso Poder Judiciário como o pior do país, o que é uma vergonha para o nosso Estado, para a nossa sociedade e tão prejudicial para a atuação da advocacia piauiense”.
Diante das considerações feitas na audiência e manifestações da advocacia local, Norberto Campelo assegurou que existem ideias para otimizar, que a OAB pode sugerir, cobrar, mas não pode fazer. “Essas ideias pretendo levar ao CNJ, para que não sejam apresentadas apenas como sugestões, mas que sejam utilizadas como determinação”, frisou.
A audiência foi presidida pelo advogado Yuri Valente, militante no município de Canto do Buriti.
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Na oportunidade, além de apresentar proposta de trabalho, Campelo ouviu dos participantes questionamentos e sugestões acerca das necessidades dos profissionais para sua atuação junto ao Poder Judiciário.
Diante da participação dos advogados, o futuro conselheiro disse que pretende visitar todas as subseções para o diálogo. “Saímos com ótimas sugestões desta audiência. Faremos outras para que surjam novas ideias e possamos ser o porta voz dos profissionais do Estado, pois pretendo atuar em prol de uma melhor prestação jurisdicional para o Piauí junto ao CNJ”, assegurou Norberto.
Imagem: Divulgação
Norberto Campelo colhe sugestões da advocacia em São Raimundo Nonato
Secretário geral da OAB-PI, Sebastião Rodrigues integrou a audiência e depositou confiança na atuação do advogado piauiense junto ao CNJ. “Com a experiência adquirida, como advogado, ex-presidente de seccional e conselheiro federal, Norberto Campelo conhece todos os problemas enfrentados pela advocacia. Tenho certeza que irá colaborar para que possamos ter um reflexo positivo para a classe, sobretudo de melhorias no judiciário”.
Norberto Campelo colhe sugestões da advocacia em São Raimundo NonatoNa oportunidade, Norberto falou da atuação e responsabilidade do CNJ em todo o país, como o acompanhamento dos processos junto às corregedorias estaduais de Justiça, cobrando e fiscalizando. O conselheiro criticou ainda a atuação do Poder Judiciário piauiense e o sistema adotado, que, segundo ele, permite as constantes transferências de juízes nas comarcas do interior, o que não possibilita uma eficiência no trabalho e na prestação de serviços à sociedade.
“Precisamos usar mais o CNJ para compelir, otimizar este sistema, mesmo com poucos recursos. A prioridade era contatar juiz e servidor. Precisamos de pelo menos 80 juízes, e o concurso anunciado não irá suprir a nossa necessidade”, disse Norberto ao lembrar do compromisso firmado pelo Tribunal de Justiça do Piauí e a OAB-PI, que em 2014 lutou pelo aumento do orçamento, desde que este fosse vinculado à realização de concurso público para magistrados e servidores.
O conselheiro federal da OAB Sigifroi Moreno afirmou que “a Ordem continuará batendo às portas do Judiciário, porque senão amargaremos estes resultados que colocam o nosso Poder Judiciário como o pior do país, o que é uma vergonha para o nosso Estado, para a nossa sociedade e tão prejudicial para a atuação da advocacia piauiense”.
Diante das considerações feitas na audiência e manifestações da advocacia local, Norberto Campelo assegurou que existem ideias para otimizar, que a OAB pode sugerir, cobrar, mas não pode fazer. “Essas ideias pretendo levar ao CNJ, para que não sejam apresentadas apenas como sugestões, mas que sejam utilizadas como determinação”, frisou.
A audiência foi presidida pelo advogado Yuri Valente, militante no município de Canto do Buriti.
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