Na tarde de quinta-feira (17), o Tribunal de Justiça do Piauí, através do desembargador da 1ª Câmara Especializada Criminal, Pedro de Alcântara da Silva Macedo, concedeu medida liminar para revogar a prisão preventiva da empresária Cristina Rose Ibiapina Nunes de Souza, proprietária da Construtora Realize. A empresária foi presa pela Polícia Civil por crimes de estelionato em Parnaíba e Teresina.
De acordo com o desembargador Pedro Macedo, nos autos foi constatado que a empresária Cristina Ibiapina, é ré primária, sem antecedentes criminais, possui residência fixa e profissão definida (administradora), e também ressaltou que a acusada está com o objetivo de firmar um acordo de financiamento internacional para a execução das obras que garantirá o ressarcimento às vítimas. Mas isso não será possível se a empresária estiver presa, pois seria inviável a obtenção de recursos para seu adimplemento.
Segundo o desembargador, apesar da existência de prova de materialidade e indícios suficientes da autoria e de que as acusações contra a empresária Cristina Ibiapina constituem desvios sociais juridicamente reprováveis, nem todas as condutas legitimam o decreto da prisão preventiva. Além do mais, Cristina está presa há mais de um mês e o inquérito Civil não foi concluído, e isso ultrapassou o prazo de dez dias previstos para o término da investigação.
Entenda o caso
Cristina Ibiapina, proprietária da Construtora Realize, foi presa em 13 de agosto desse ano acusada de dar um golpe em mais de 400 pessoas. A empresa lançou cinco condomínios de apartamentos em Teresina e Parnaíba, recebeu o dinheiro dos clientes e os imóveis não foram entregues.
A Polícia Civil já estava à procura da empresária devido à expedição do mandado de prisão preventiva contra ela, com isso efetuou diligências tanto na própria empresa quanto na residência de Cristina, mas não a encontrou. Alguns dias depois, a empresária se apresentou na Delegacia Geral, juntamente com o seu advogado, e foi presa. Ela estava detida na penitenciária feminina de Teresina desde o dia 14 de agosto.
De acordo com o desembargador Pedro Macedo, nos autos foi constatado que a empresária Cristina Ibiapina, é ré primária, sem antecedentes criminais, possui residência fixa e profissão definida (administradora), e também ressaltou que a acusada está com o objetivo de firmar um acordo de financiamento internacional para a execução das obras que garantirá o ressarcimento às vítimas. Mas isso não será possível se a empresária estiver presa, pois seria inviável a obtenção de recursos para seu adimplemento.
Segundo o desembargador, apesar da existência de prova de materialidade e indícios suficientes da autoria e de que as acusações contra a empresária Cristina Ibiapina constituem desvios sociais juridicamente reprováveis, nem todas as condutas legitimam o decreto da prisão preventiva. Além do mais, Cristina está presa há mais de um mês e o inquérito Civil não foi concluído, e isso ultrapassou o prazo de dez dias previstos para o término da investigação.
Entenda o caso
Cristina Ibiapina, proprietária da Construtora Realize, foi presa em 13 de agosto desse ano acusada de dar um golpe em mais de 400 pessoas. A empresa lançou cinco condomínios de apartamentos em Teresina e Parnaíba, recebeu o dinheiro dos clientes e os imóveis não foram entregues.
A Polícia Civil já estava à procura da empresária devido à expedição do mandado de prisão preventiva contra ela, com isso efetuou diligências tanto na própria empresa quanto na residência de Cristina, mas não a encontrou. Alguns dias depois, a empresária se apresentou na Delegacia Geral, juntamente com o seu advogado, e foi presa. Ela estava detida na penitenciária feminina de Teresina desde o dia 14 de agosto.

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