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Piauí

Desembargador Edvaldo Moura chama auxílio-moradia de repugnante

O benefício é pago aos magistrados no valor mensal de R$ 4.377,00.

O desembargador do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí, Edvaldo Moura, fez uma declaração polêmica durante a abertura do ano judiciário, nesta segunda-feira (11). O vice-presidente do órgão recusou o auxílio-moradia proposto aos magistrados e chamou o benefício de “repugnante”.

A solenidade foi presidida pelo presidente do TRE-PI, desembargador Joaquim Dias de Santana Filho, que ressaltou os esforços para garantir eleições limpas e votos conscientes em 2016. Santana disse ainda que o combate à compra de votos e abusos de poder serão focos do Tribunal.
Imagem: Thais Guimarães/GP1Vice-presidente do TRE-PI, Edvaldo Moura(Imagem:Thais Guimarães/GP1)Vice-presidente do TRE-PI, Edvaldo Moura
Durante seu discurso, Edvaldo Moura criticou o pagamento de auxílio- moradia aos magistrados, no valor mensal de R$ 4.377,00. Para ele, esse dinheiro deveria ser investido em remuneração para categorias como policiais e professores.

“Respeito quem não admite minha posição, até por fazer parte dos meus princípios respeitar a opinião dos contrários. Nesse caso especial, o do chamado auxílio-moradia, repugna-me como cidadão e magistrado, receber uma verba indenizatória sob a qual não incide se quer um imposto de renda, do magro cofres do Estado, um dos mais pobres da federação, quando eu e minha família já moramos muito bem e administração publica do Piauí vem colocando um longo e tenebroso processo caciqueano para mísero reajuste salarial para as classes mais sacrificadas como dos professores, policiais civis e militares, agentes penitenciários e outros”, declarou.


pronunciamento do desembargador

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