Nesta semana o Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal, do México, anunciou uma pesquisa intitulada como Consejo Ciudadano para la Seguridad Pública e Justicia Penal, onde lista as cidades mais violentas do mundo. A capital do Piauí, apareceu na 30ª posição como a mais violenta do mundo, baseado na percentagem de homicídios por habitantes. No Brasil, a pesquisa apontou Teresina como a 12° mais violenta.
Em nota, a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Piauí afirmou que o coordenador do Núcleo de Estatísticas da Segurança Pública do Piauí, João Marcelo Brasileiro, reconhece os dados publicados, no entanto, explica que há uma série de falhas ao se propor a fazer um ranking mundial entre cidades com aspectos sociais diferentes.
“A pesquisa levou em consideração apenas os municípios com mais de 300 mil habitantes. Quando se propõe a ranquear cidades levando em consideração a taxa de homicídios não pode desprezar uma determinada faixa de população. Outra questão discutida nacionalmente é o tipo de crime que eles isolaram pra divulgar os números. A pesquisa aponta que Teresina teve 360 homicídios. Na verdade foram 360 CLVI (Crimes Violentos Letais Intencionais) o que engloba latrocínio, estupro seguido de morte, lesão corporal seguida de morte. Homicídios em Teresina foram 311, o que daria uma taxa de 38 homicídios por 100 mil habitantes, não 42 como é colocado pela ONG”, disse João Marcelo Brasileiro.
O secretário de Segurança Pública do Piauí, Fábio Abreu, explicou que mesmo se a pesquisa estivesse correta, Teresina estaria melhorando seus índices em relação ao levantamento feito pela mesma ONG em 2014.
Confira nota na íntegra
A Secretaria de Estado da Segurança Pública do Piauí esclarece sobre as informações apontadas na pesquisa apresentada por uma ONG Mexicana com o título: Consejo Ciudadano para la Seguridad Pública e Justicia Penal. A publicação aponta as “50 cidades mais violentas do mundo” em 2015, entre elas Teresina-PI na 30º posição com 42,64 homicídios a cada 100 mil habitantes.
Assim como as demais Secretarias de Segurança do país, acreditamos que há aspectos pontuados que depõem contra a pesquisa. O coordenador do Núcleo de Estatísticas da SSP-PI afirma que reconhece os dados publicados, no entanto há uma série de falhas ao se propor a fazer um ranking mundial entre cidades com aspectos sociais diferentes.
“A pesquisa levou em consideração apenas os municípios com mais de 300 mil habitantes. Quando se propõe a ranquear cidades levando em consideração a taxa de homicídios não pode desprezar uma determinada faixa de população. Outra questão discutida nacionalmente é o tipo de crime que eles isolaram pra divulgar os números. A pesquisa aponta que Teresina teve 360 homicídios. Na verdade foram 360 CLVI (Crimes Violentos Letais Intencionais) o que engloba latrocínio, estupro seguido de morte, lesão corporal seguida de morte. Homicídios em Teresina foram 311, o que daria uma taxa de 38 homicídios por 100 mil habitantes, não 42 como é colocado pela ONG”, explicou.
O secretário Fábio Abreu disse que as demais Secretarias de Segurança citadas também questionam a metodologia da pesquisa e que os números divulgados pela SSP-PI correspondem com a realidade. Para ele, mesmo que a pesquisa estivesse correta, Teresina estaria melhorando seus índices em relação ao levantamento feito pela mesma ONG em 2014.
“Em 2014 a capital piauiense era a 20ª no mundo e 6ª no país, segundo essa pesquisa mexicana. Agora, Teresina chega ao 30º lugar e 12º no Brasil. Levando em consideração o que foi divulgado é preciso ressaltar que conseguimos avançar no combate à criminalidade e esse é o nosso objetivo. Trabalhar de forma integrada e tirar nossa capital desse ranking e de qualquer outro. Teremos um parâmetro ainda melhor de avaliação que será o Anuário Estatístico Brasileiro com métodogia igual para todas as cidades do país”, declarou.
Outros aspectos que merecem atenção é a utilização de fontes oficiais ou alternativas para contabilizar homicídios, assim como também usar eventualmente dados estimados de um ano anterior. Para algumas cidades consideram um único município e para outras a região metropolitana.
Em nota, a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Piauí afirmou que o coordenador do Núcleo de Estatísticas da Segurança Pública do Piauí, João Marcelo Brasileiro, reconhece os dados publicados, no entanto, explica que há uma série de falhas ao se propor a fazer um ranking mundial entre cidades com aspectos sociais diferentes.
“A pesquisa levou em consideração apenas os municípios com mais de 300 mil habitantes. Quando se propõe a ranquear cidades levando em consideração a taxa de homicídios não pode desprezar uma determinada faixa de população. Outra questão discutida nacionalmente é o tipo de crime que eles isolaram pra divulgar os números. A pesquisa aponta que Teresina teve 360 homicídios. Na verdade foram 360 CLVI (Crimes Violentos Letais Intencionais) o que engloba latrocínio, estupro seguido de morte, lesão corporal seguida de morte. Homicídios em Teresina foram 311, o que daria uma taxa de 38 homicídios por 100 mil habitantes, não 42 como é colocado pela ONG”, disse João Marcelo Brasileiro.
O secretário de Segurança Pública do Piauí, Fábio Abreu, explicou que mesmo se a pesquisa estivesse correta, Teresina estaria melhorando seus índices em relação ao levantamento feito pela mesma ONG em 2014.
Imagem: Bárbara Rodrigues/GP1
Fábio Abreu
“Em 2014 a capital piauiense era a 20ª no mundo e 6ª no país, segundo essa pesquisa mexicana. Agora, Teresina chega ao 30º lugar e 12º no Brasil. Levando em consideração o que foi divulgado é preciso ressaltar que conseguimos avançar no combate à criminalidade e esse é o nosso objetivo”.
Fábio AbreuConfira nota na íntegra
A Secretaria de Estado da Segurança Pública do Piauí esclarece sobre as informações apontadas na pesquisa apresentada por uma ONG Mexicana com o título: Consejo Ciudadano para la Seguridad Pública e Justicia Penal. A publicação aponta as “50 cidades mais violentas do mundo” em 2015, entre elas Teresina-PI na 30º posição com 42,64 homicídios a cada 100 mil habitantes.
Assim como as demais Secretarias de Segurança do país, acreditamos que há aspectos pontuados que depõem contra a pesquisa. O coordenador do Núcleo de Estatísticas da SSP-PI afirma que reconhece os dados publicados, no entanto há uma série de falhas ao se propor a fazer um ranking mundial entre cidades com aspectos sociais diferentes.
“A pesquisa levou em consideração apenas os municípios com mais de 300 mil habitantes. Quando se propõe a ranquear cidades levando em consideração a taxa de homicídios não pode desprezar uma determinada faixa de população. Outra questão discutida nacionalmente é o tipo de crime que eles isolaram pra divulgar os números. A pesquisa aponta que Teresina teve 360 homicídios. Na verdade foram 360 CLVI (Crimes Violentos Letais Intencionais) o que engloba latrocínio, estupro seguido de morte, lesão corporal seguida de morte. Homicídios em Teresina foram 311, o que daria uma taxa de 38 homicídios por 100 mil habitantes, não 42 como é colocado pela ONG”, explicou.
O secretário Fábio Abreu disse que as demais Secretarias de Segurança citadas também questionam a metodologia da pesquisa e que os números divulgados pela SSP-PI correspondem com a realidade. Para ele, mesmo que a pesquisa estivesse correta, Teresina estaria melhorando seus índices em relação ao levantamento feito pela mesma ONG em 2014.
“Em 2014 a capital piauiense era a 20ª no mundo e 6ª no país, segundo essa pesquisa mexicana. Agora, Teresina chega ao 30º lugar e 12º no Brasil. Levando em consideração o que foi divulgado é preciso ressaltar que conseguimos avançar no combate à criminalidade e esse é o nosso objetivo. Trabalhar de forma integrada e tirar nossa capital desse ranking e de qualquer outro. Teremos um parâmetro ainda melhor de avaliação que será o Anuário Estatístico Brasileiro com métodogia igual para todas as cidades do país”, declarou.
Outros aspectos que merecem atenção é a utilização de fontes oficiais ou alternativas para contabilizar homicídios, assim como também usar eventualmente dados estimados de um ano anterior. Para algumas cidades consideram um único município e para outras a região metropolitana.
Ver todos os comentários | 0 |