O prazo para certificação da segunda etapa da Campanha de Vacinação contra a Febre Aftosa, foi prorrogada até o dia 30 de dezembro. A conclusão estava prevista para ser encerrada no dia 15, mas essa nota data foi divulgada pela Agência de Defesa Agropecuária do Piauí (Adapi), com o aval do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
O diretor-geral da Adapi, Antônio Justino, explicou o motivo da prorrogação. “Em novembro tivemos dificuldades devido a questão da seca, que vem afetando o Piauí e outros estados do nordeste. Encontramos resistência por parte do criador por ele achar que o gado está magro para a vacinação. Então nós temos trabalhado para convencê-los de que é importante mantermos os rebanhos imunizados e o Estado livre da aftosa. Isso garante mais qualidade dos nossos produtos e melhores possibilidades de exportação”, esclareceu.
Para fazer a certificação, os criadores de gado devem se dirigir ao posto da Adapi onde são cadastrados, para comprovar que foi feita a vacinação. Além disso, os criadores que não tiverem vacinado seu rebanho, poderão prevenir os animais contra a febre aftosa.
“O produtor que deixou de comprar a vacina e deseja vacinar seu rebanho, aquele que não recebeu a vacinação, deve procurar um técnico da Adapi, de qualquer um dos escritórios, e pedir uma liberação para compra da vacina junto ao comércio. O nosso profissional está autorizado a dar essa prescrição até o dia 30 de dezembro”, complementou o diretor.
A campanha de vacinação tem duas etapas, a primeira foi realizada nos meses de maio e junho e a segunda, em novembro e dezembro. Ainda de acordo com Antonio Justino, o Piauí tem em torno de 1.630.000 animais, entre bovinos e bubalinos. “Na primeira etapa alcançamos 96% dos bovinos e bubalinos vacinados, mais que a meta do Ministério da Agricultura que tem como meta 95%”, destacou.
A febre aftosa é uma doença contagiosa que atinge bovinos, ovinos, caprinos e suínos e se infectados, a economia poder sofrer grandes perdas, por afetar diretamente os produtos de origem animal, como carne e leite. A campanha deste ano também atuou no combate à brucelose, na qual também acomete mamíferos, inclusive seres humanos.
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