Fechar
GP1

Piauí

Vendedores ambulantes prometem fazer protesto durante Rivengo

Os feirantes não estão satisfeitos com a determinação de que eles só podem trabalhar em um raio de 100 metros de distância da arena.

Os vendedores ambulantes que atuam em volta do Estádio Albertão durante a realização de partidas de futebol não estão satisfeitos com a determinação de que eles só podem trabalhar em um raio de 100 metros de distância da arena. Os feirantes informaram que caso não haja uma revisão na ordem, eles se reunirão e promoverão um protesto na disputa entre River e Flamengo, que ocorrerá neste próximo domingo (21), às 16 horas.

A camelô Veronice Cunha, em entrevista ao GP1, denunciou que dentro do estádio acontece a venda de bebidas alcoólicas e até mesmo de drogas durante os jogos. Outra reclamação é referente a atuação dos policiais, que segundo a feirante, agem com truculência para que os camelôs se retirem dos pontos de vendas.
Imagem: Lucas Dias/GP1Veronice Cunha, vendedora ambulantes(Imagem:Lucas Dias/GP1)Veronice Cunha, vendedora ambulantes
“Dizem que não podemos vender cerveja a menos de 100 metros do estádio, sendo que vendem é lá dentro mesmo. E quando colocamos nossos produtos para comercializar eles ameaçam tirar nossas coisas, e até mesmo quebrar, dizendo que é ordem do governador. Portanto, se eles não resolverem, nós já estamos nos reunindo e vamos fechar a frente do Albertão para fazermos uma manifestação no jogo deste fim de semana”, afirmou a vendedora Veronice.

Célia Rodrigues, que também é vendedora ambulante, e instala seu ponto de vendas nas proximidades do estádio Albertão há mais de 10 anos, disse que os locais que se enquadram na regulamentação ficam em áreas sem iluminação e com péssima estrutura para a comercialização dos produtos.
Imagem: Lucas Dias/GP1Vendedora ambulante, Célia Rodrigues(Imagem:Lucas Dias/GP1)Vendedora ambulante, Célia Rodrigues
“Onde nós ficamos não tem iluminação, é tudo quebrado. Cadê o recurso para o estádio e imediações? Não é feito nada! Nós queremos trabalhar honestamente, e, ao invés de estarem cuidando do que acontece lá dentro, eles [a polícia] vem é mexer com a gente”. A camelô ainda denunciou um policial militar, lotado na Ciptran (Companhia Independente de Trânsito), identificado apenas como Gerson. “Ele chega aqui [no ponto de vendas] falando que vai quebrar tudo se a gente não sair, e dizendo que vai levar as nossas coisas”, lamentou a feirante Célia.

O governador Wellington Dias, durante visita às obras de duplicação da Ponte Wall Ferraz, conversou com os vendedores ambulantes que estavam nas proximidades do prolongamento da Avenida Barão de Castelo Branco e cobraram uma atitude do Governo com relação à situação deles. O governador lembrou que durante os folguedos os vendedores ambulantes trabalham organizados, e afirmou que pretende regularizar a atuação dos mesmos, também nos estádios.

“Vou dialogar com a Federação Piauiense de futebol, que eu sei que tem uma regra que proíbe a comercialização dentro do estádio, mas eu vou tratar com eles sobre a venda fora também”, disse o governador.
Imagem: Lucas Dias/GP1Governador Wellington Dias em conversa com a feirante que atua nas proximidades do Albertão(Imagem:Lucas Dias/GP1)Governador Wellington Dias em conversa com a feirante que atua nas proximidades do Albertão

Outro lado

O GP1 entrou em contato com o presidente da Federação de Futebol do Piauí, Cesarino de Oliveira, para comentar a respeito das reivindicações das vendedoras ambulantes, mas ele não foi localizado.

Ver todos os comentários   | 0 |

Facebook
 
© 2007-2026 GP1 - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do GP1.