Paulo Figueiredo Filho, comunicador social, economista carioca e neto do último presidente da ditadura militar no Brasil, João Figueiredo, foi criticado após publicar em sua página no Facebook que as mulheres do Piauí devem usar “um saco de papelão na cabeça”.
Confira a nota na íntegra
NOTA DE REPÚDIO AS MANIFESTAÇÕES CONTRA AS MULHERES PIAUIENSES
Em razão das graves ofensas contras as MULHERES PIAUIENSES, feitas pelo Sr. PAULO FIGUEIREDO FILHO na mídia virtual, que se manifestou de forma preconceituosa e discriminatória contras as mulheres do Piauí a Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Piauí, por meio da Comissão da Mulher Advogada – CMA, vem a público emitir a presente NOTA DE REPÚDIO:
Em post publicada na sua página do facebook, o Sr. PAULO FIGUEIREDO FILHO, manifestou seu expresso preconceito contra as mulheres piauienses fazendo comparações depreciativas e discriminatórias as mesmas, sendo estas ofensas desrespeitosas, passando assim a instigar o ódio por parte dos internautas às mulheres por serem piauienses, ou seja, discriminação de procedência e origem nacional. Observa-se também, nessas manifestações, que está caracterizado o dolo da sua intenção, ferindo, inclusive todos os princípios da ética e da urbanidade e dignidade da mulher e das condições humanas que preveem as relações sociais de respeito mútuo e valorização do ser humano.
Este ato também não pode ser visto como liberdade de expressão, protegidos pela Constituição Federal, muito menos as mídias sociais serem usadas para praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia ou procedência nacional todos previsto na lei nº 7.716/89.
Dessa forma a Comissão da Mulher Advogada da OAB-PI, repudiando veementemente tal prática desse ato, encaminhará requerimento ao Ministério Público Federal para apuração e providencias legais cabíveis.
Teresina-PI, 02 de março de 2016.
Imagem: Reprodução/Facebook
Paulo Figueiredo Filho.
A polêmica começou quando ele comentou em sua rede social sobre o uso de short nas escolas. “Minha faceta libertarian sempre fala mais alto do que a conservadora nestas horas: não só defendo o direito das garotas de shortinhos - para alegria da garotada - como acho que devem ficar à vontade para tira-los no dia seguinte em que fizerem 18 anos e mandarem fotos pelo Whatsapp. Mas para você entender a importância da federação, esse apoio só vale para as meninas do Rio Grande do Sul. As do Piauí devem usar calça. E um saco de papelão na cabeça”, sugeriu.
Paulo Figueiredo Filho.Imagem: Reprodução/Facebook
Economista Paulo Figueiredo ofende mulheres piauienses
Vários internautas foram contrários à posição do economista, que após as críticas, fez novamente outra postagem denominando de retardadas as pessoas que não levaram a sério a “piada”.
Economista Paulo Figueiredo ofende mulheres piauiensesImagem: Reprodução/Facebook
Carioca ofende mulheres piauienses
A Comissão da Mulher Advogada da OAB-PI divulgou nesta quarta-feira (02) uma nota de repúdio às manifestações contra as mulheres piauienses feitas pelo carioca e comunicou que “encaminhará requerimento ao Ministério Público Federal para apuração e providencias legais cabíveis”.
Carioca ofende mulheres piauiensesConfira a nota na íntegra
NOTA DE REPÚDIO AS MANIFESTAÇÕES CONTRA AS MULHERES PIAUIENSES
Em razão das graves ofensas contras as MULHERES PIAUIENSES, feitas pelo Sr. PAULO FIGUEIREDO FILHO na mídia virtual, que se manifestou de forma preconceituosa e discriminatória contras as mulheres do Piauí a Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Piauí, por meio da Comissão da Mulher Advogada – CMA, vem a público emitir a presente NOTA DE REPÚDIO:
Em post publicada na sua página do facebook, o Sr. PAULO FIGUEIREDO FILHO, manifestou seu expresso preconceito contra as mulheres piauienses fazendo comparações depreciativas e discriminatórias as mesmas, sendo estas ofensas desrespeitosas, passando assim a instigar o ódio por parte dos internautas às mulheres por serem piauienses, ou seja, discriminação de procedência e origem nacional. Observa-se também, nessas manifestações, que está caracterizado o dolo da sua intenção, ferindo, inclusive todos os princípios da ética e da urbanidade e dignidade da mulher e das condições humanas que preveem as relações sociais de respeito mútuo e valorização do ser humano.
Este ato também não pode ser visto como liberdade de expressão, protegidos pela Constituição Federal, muito menos as mídias sociais serem usadas para praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia ou procedência nacional todos previsto na lei nº 7.716/89.
Dessa forma a Comissão da Mulher Advogada da OAB-PI, repudiando veementemente tal prática desse ato, encaminhará requerimento ao Ministério Público Federal para apuração e providencias legais cabíveis.
Teresina-PI, 02 de março de 2016.
Ver todos os comentários | 0 |