De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), as perturbações de natureza mental estão crescendo e os distúrbios mentais, independentemente da gravidade, são uma das principais doenças incapacitantes do século XXI.
E com a ajuda às pessoas portadoras de transtornos mentais, o Hospital Areolino de Abreu dispõe, gratuitamente, de tratamento psicológico e psiquiátrico à população do estado. Através de uma equipe multidisciplinar, o hospital oferece o tratamento ambulatorial, para casos leves, e o intensivo, para internação integral.
A diretora do hospital explica como é feito o atendimento. “A pessoa deve ir até o posto de saúde mais próximo da sua residência, pega o encaminhamento, vem até o Areolino e marca a consulta no ambulatório”, explica a psiquiatra e diretora clínica do Hospital Areolino de Abreu, Krieger Olinda.
Ainda de acordo com a diretora, atualmente, são realizadas 90 consultas diariamente por 6 psiquiatras no ambulatório. “A demanda é toda atendida, nenhum paciente fica sem atendimento. Depois que a pessoa chega aqui, ela consegue marcar o atendimento para no máximo três dias. Então, o acesso é fácil”, completa a diretora.
Enfermaria de Assistência à Crise
Quanto ao tratamento intensivo, Krieger Olinda informa um processo de mudança no atendimento, a implantação da Enfermaria de Assistência à Crise. Dispondo de 20 leitos (10 masculinos e 10 femininos), essa internação dá direito a acompanhante. “A diferença é significativa porque é uma internação mais breve que visa controlar o surto no menor tempo possível”, disse a diretora.
Para esse atendimento, não há necessidade de marcação, funciona em regime de plantão médico 24 horas. “Ao chegar, o acompanhante preenche a ficha de admissão e o paciente imediatamente é atendido por um psiquiatra. Caso seja encaminhado para internação, passa por uma avaliação inicial, realizado por enfermeira, que verifica todos os sinais clínicos vitais, como pressão e batimentos cardíacos”, informa a psiquiatra. Depois de controlado o surto, o paciente é encaminhado para o Caps da região em que reside.
Continuidade do tratamento
Segundo a diretora Krieger Olinda, a maioria dos pacientes psiquiátricos tem dificuldade para aderirem ao tratamento psiquiátrico. “Porque quando ele fica estável e sai, acaba abandonando o tratamento por achar que não precisa dar continuidade a essa rotina, mesmo o médico esclarecendo como é o mecanismo do tratamento de controle do seu transtorno”, comenta Krieger Olinda.
Ela cita os efeitos colaterais dos medicamentos, por exemplo, ganho ou perda de peso e efeitos sexuais indesejados, como fatores de desistência do tratamento e chama atenção para o papel da família no processo de tratamento e controle dos transtornos mentais.
“Quando esse paciente tem uma família coesa, que acompanha o tratamento, geralmente isso não acontece. Mas a realidade dessas pessoas é que elas já são vítimas de algum tipo de negligência familiar, então, não tem esse apoio e acabam entrando novamente em crise”, explica a médica.
Quanto aos fatores que levam aos distúrbios mentais, a psiquiatra atribui, principalmente, à forma como levamos a vida. “São vários os fatores estressantes que podem desencadear transtornos, como a sobrecarga de trabalho, a pressão social por desempenho e o uso de drogas e álcool, são os que mais colaboram com esse quadro”, acrescenta Krieger.
E com a ajuda às pessoas portadoras de transtornos mentais, o Hospital Areolino de Abreu dispõe, gratuitamente, de tratamento psicológico e psiquiátrico à população do estado. Através de uma equipe multidisciplinar, o hospital oferece o tratamento ambulatorial, para casos leves, e o intensivo, para internação integral.
Imagem: Gabriel Torres
Hospital Areolino de Abreu
O ambulatorial são as consultas, que são oferecidas àquelas que necessitem desse treinamento, com psiquiatras que fazem o primeiro atendimento; as enfermeiras dão o suporte técnico; a assistente social encaminha para o recebimento de benefícios, auxílio doença; e a equipe da odontologia presta o serviço ambulatorial.
Hospital Areolino de AbreuA diretora do hospital explica como é feito o atendimento. “A pessoa deve ir até o posto de saúde mais próximo da sua residência, pega o encaminhamento, vem até o Areolino e marca a consulta no ambulatório”, explica a psiquiatra e diretora clínica do Hospital Areolino de Abreu, Krieger Olinda.
Ainda de acordo com a diretora, atualmente, são realizadas 90 consultas diariamente por 6 psiquiatras no ambulatório. “A demanda é toda atendida, nenhum paciente fica sem atendimento. Depois que a pessoa chega aqui, ela consegue marcar o atendimento para no máximo três dias. Então, o acesso é fácil”, completa a diretora.
Enfermaria de Assistência à Crise
Quanto ao tratamento intensivo, Krieger Olinda informa um processo de mudança no atendimento, a implantação da Enfermaria de Assistência à Crise. Dispondo de 20 leitos (10 masculinos e 10 femininos), essa internação dá direito a acompanhante. “A diferença é significativa porque é uma internação mais breve que visa controlar o surto no menor tempo possível”, disse a diretora.
Para esse atendimento, não há necessidade de marcação, funciona em regime de plantão médico 24 horas. “Ao chegar, o acompanhante preenche a ficha de admissão e o paciente imediatamente é atendido por um psiquiatra. Caso seja encaminhado para internação, passa por uma avaliação inicial, realizado por enfermeira, que verifica todos os sinais clínicos vitais, como pressão e batimentos cardíacos”, informa a psiquiatra. Depois de controlado o surto, o paciente é encaminhado para o Caps da região em que reside.
Continuidade do tratamento
Segundo a diretora Krieger Olinda, a maioria dos pacientes psiquiátricos tem dificuldade para aderirem ao tratamento psiquiátrico. “Porque quando ele fica estável e sai, acaba abandonando o tratamento por achar que não precisa dar continuidade a essa rotina, mesmo o médico esclarecendo como é o mecanismo do tratamento de controle do seu transtorno”, comenta Krieger Olinda.
Ela cita os efeitos colaterais dos medicamentos, por exemplo, ganho ou perda de peso e efeitos sexuais indesejados, como fatores de desistência do tratamento e chama atenção para o papel da família no processo de tratamento e controle dos transtornos mentais.
“Quando esse paciente tem uma família coesa, que acompanha o tratamento, geralmente isso não acontece. Mas a realidade dessas pessoas é que elas já são vítimas de algum tipo de negligência familiar, então, não tem esse apoio e acabam entrando novamente em crise”, explica a médica.
Quanto aos fatores que levam aos distúrbios mentais, a psiquiatra atribui, principalmente, à forma como levamos a vida. “São vários os fatores estressantes que podem desencadear transtornos, como a sobrecarga de trabalho, a pressão social por desempenho e o uso de drogas e álcool, são os que mais colaboram com esse quadro”, acrescenta Krieger.
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