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Delegado Gustavo Jungue afirma que quadrilha não quer se render

""Novo Cangaço" não tem (...) mentalidade de rendição", disse o delegado.

O delegado do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco), Gustavo Jungue, comentou a revolta por parte de pessoas ligadas a quadrilha “Novo Cangaço”, após cinco pessoas desse grupo terem sido mortas, durante conflito entre a polícia e os criminosos, depois da tentativa de assalto ao Banco do Brasil de Curimatá, no Sul do Piauí.

“O combate da polícia é prender, é cumprir a lei e infelizmente esse grupo, que é praticamente montado por pessoas de Pernambuco, e já bastante conhecido no roubo a banco do tipo modalidade "Novo Cangaço" não tem essa mentalidade de rendição”, afirmou.

Imagem: Lucas Dias/GP1Delegado Gustavo Junge(Imagem:Foto: Lucas Dias/GP1)Delegado Gustavo Junge

Segundo o delegado, matar um policial é visto por eles como um troféu. “A partir do momento que eles veem a polícia em confronto, eles tentam a todo custo nos acertar e realmente ter aquilo como troféu no mundo do crime. Infelizmente eles tentaram nos atingir e tivemos que revidar e neutralizar aquela ação”, complementou. Ainda três pessoas que participaram do crime estão foragidos, mas cerca de 100 policiais estão trabalhando para prendê-los, como foi afirmado na quarta-feira (18), onde foi apresentado os materiais apreendidos pela polícia e que estavam em porte dos criminosos envolvidos na tentativa de assalto ao Banco do Brasil.

Sobre os áudios compartilhados pela rede social WhatsApp, onde um homem ameaça policiais, Gustavo Jungue afirmou que investigações policiais já estão sendo levantadas, mas ainda não pode precisar detalhes de onde o áudio partiu, porém o delegado confirmou que o mesmo não é de nenhuma das pessoas foragidas.

“Já existe um levantamento em relação a isso e brevemente nós poderemos está trazendo detalhes, mas nenhum daqueles áudios são de pessoas que estavam participando da ação criminosa em Curimatá”, disse.

“Existe uma informação que um deles seria presidiário, mas não temos essa confirmação ainda. Eu não digo que essa pessoa do áudio faria parte do bando naquela ação específica, mas é de alguma pessoa que tem relação com eles”, acrescentou. O Secretário de Segurança, Fábio Abreu, já havia se manifestado também dizendo que a polícia não vai se intimidar diante de ameaças.

“É bem comum recebermos ameaças desse tipo. O crime na realidade cresce com esse tipo de ameaça, muito embora ele não apareça. Fazemos um trabalho de informação, de levantamento, a fim de prevenir e conter essas possíveis ameaças. É comum esse tipo de situação quando a polícia vai para o combate e conseguimos neutralizar, embora nossa função é de prender e queremos prender, mas também fazemos um trabalho de investigação preventivo, a fim de que outros cidadãos, outras famílias não venham sofrer com essas práticas criminosas”, finalizou.

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