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Falta de capacitação atrapalha quem deseja um emprego no Piauí

Os números mostram que atualmente o Piauí é o segundo estado do nordeste na geração de emprego, perdendo apenas para a Bahia.

O Piauí fechou o mês de abril de forma positiva na geração de emprego, com 6.568 carteiras assinadas, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Em entrevista ao GP1, o diretor do Sine, Naliano de Neiva, disse que a realização de incentivos fiscais, tem ajudado o Piauí, mas a falta de capacitação é um dos empecilhos para quem desejar ter um emprego.

Os números mostram que, atualmente, o Piauí é o segundo estado do Nordeste na geração de emprego, perdendo apenas para a Bahia. Os demais estados do Nordeste fecharam com um saldo negativo, onde houve mais desemprego que emprego.

Segundo Neiva, os dados mostram que os incentivos fiscais estão gerando resultados positivos. “No mês de abril nós conseguimos gerar 6.568 empregos formais, com carteira assinada e isso se dá em termo de parcerias. Somos ligados à secretaria estadual de Trabalho, que tem o Gessivaldo Isaías como secretário, onde temos muitas políticas públicas. O governo dá grande incentivo para as empresas se instalarem no nosso estado. Tanto empresas nacionais como internacionais, além das locais. Em janeiro, fevereiro e março ficamos em primeiro lugar. Os outros estados do Nordeste nem entraram no ranking. Conseguimos empregar mais de 6 mil pessoas diante de uma crise dessas, com os incentivos fiscais e o trabalho forte do nosso secretário, estamos remando contra a maré. A crise existe, mas vamos melhorar a cada dia. Cada mês é difícil, mas cada mês é um desafio superado”, destacou.

  • Foto: Bárbara Rodrigues/GP1Diretor do Sine, Naliano de NeivaDiretor do Sine, Naliano de Neiva

Apesar dessa geração de emprego, o diretor destacou que a falta de capacitação é um dos principais pontos que atrapalha a geração de emprego, pois há vagas, mas faltam pessoas capacitadas. Dados do Caged apontaram que as áreas que mais contrataram foram a de serviços e de utilidade pública.

“Às vezes as pessoas procuram emprego, mas não possuem qualificação. O que eu sempre falo é que se as pessoas estando bem qualificadas, apesar da crise existir, dificilmente elas ficam fora do mercado de trabalho, então peço que elas se qualifiquem. Se tem uma área que ela está querendo, que se qualifique para quando fizer a entrevista, esteja apta para entrar no mercado de trabalho. Nós não queremos só ofertar a vaga, pois ela existe, mas queremos também qualificar, pois o empresário jamais vai ofertar uma vaga para uma pessoa se ela não estiver qualificada”, afirmou Neiva.

  • Foto: Bárbara Rodrigues/GP1Naliano de Neiva é diretor do SineNaliano de Neiva é diretor do Sine

O diretor explica que pensando nisso a Secretaria Estadual de Trabalho tem realizado cursos de capacitação. “Nós não só intermediamos a mão de obra, mas também temos cursos de qualificação. Temos o programa Setre nos Municípios, com cursos de qualificação na área da construção civil, corte, costura e embelezamento. Além disso, temos na Setre a diretoria de empreendedorismo, onde temos aquelas pessoas que querem montar a sua própria empresa. Então se a pessoa deseja um curso de qualificação, ao ir no Sine, ela apenas precisa informar seu interesse e daí ajudamos nesse procedimento”, finalizou.

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