Produtores e agentes culturais do audiovisual do Piauí estão mobilizados para dialogar com o Governo do Estado, reivindicando a adesão ao edital dos Arranjos Regionais da Agência Nacional do Cinema (ANCINE), uma das maiores políticas públicas do setor. O prazo para que os estados apresentem seus planos de adesão termina no dia 18 de agosto, e a entrada do Piauí pode garantir investimentos significativos na área.
A reivindicação ganhou força a partir da mobilização de coletivos e profissionais do audiovisual local. A proposta é que o Estado do Piauí aproveite a oportunidade para estruturar políticas públicas de fomento, formação, infraestrutura e circulação audiovisual.
Segundo o produtor Augusto Santiago, trata-se de uma política estratégica que pode consolidar o audiovisual piauiense. “Os Arranjos Regionais são uma política estratégica do Governo Federal voltada para o fortalecimento do audiovisual. Para o Piauí, essa é uma chance histórica de consolidar políticas públicas de fomento, de formação, infraestrutura e circulação audiovisual com recursos significativos e planejamento a longo prazo”, afirmou.
O edital funciona por meio de um modelo de cofinanciamento: a cada R$ 1 investido pelo governo estadual, o Governo Federal aporta R$ 5, com possibilidade de chegar a um teto de até R$ 30 milhões. Para participar, o Piauí precisa apresentar um plano de ação, um panorama do setor local e confirmar a contrapartida estadual mínima de R$ 500 mil.
O que são os Arranjos Regionais
Criados pela ANCINE em parceria com o Ministério da Cultura, os Arranjos Regionais de Desenvolvimento do Audiovisual têm como objetivo descentralizar os investimentos e fomentar o setor em regiões historicamente subfinanciadas. O modelo estimula a formação de consórcios entre estados, municípios e instituições locais, articulando políticas públicas com a sociedade civil e promovendo redes colaborativas de produção, exibição, preservação e formação audiovisual.
A adesão permite a execução de ações estruturantes, como requalificação de equipamentos culturais, editais de produção, capacitação de profissionais e fortalecimento de coletivos independentes.
Thais Guimarães
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