O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, revogou a prisão preventiva do empresário Diego Cavalcante, acusado de atuar como operador financeiro do lobista Anderson Gonçalves em esquema de corrupção no Judiciário de vários estados. A decisão, proferida nesta semana, foi baseada no parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Conforme levantamento da Polícia Federal, Diego Cavalcante foi indiciado por obstrução, sob a acusação de ter tentado embaraçar investigação de organização criminosa. Ele estava preso preventivamente desde 15 de maio, mas foi solto após pedido da defesa, que argumentou que o indiciamento foi baseado em prova ilícita.
A tese dos advogados do operador indicou que essa prova trata do “manifesto elemento imprestável para qualquer fim (teor de conversa entre advogado e cliente) e o pior: cujo conteúdo é objeto de uma presunção (pitaco do relatório)”.
Na decisão, Zanin determinou que Diego Cavalcante fosse submetido a monitoramento por tornozeleira eletrônica, o recolhimento domiciliar noturno e comparecimento quinzenal ao juízo e a proibição de manter contato com os outros investigados. Além disso, o acusado também teve o passaporte retido.
Em sua manifestação, a PGR citou que o indivíduo ainda é investigado pela “existência de rede financeira e empresarial de lavagem de dinheiro, concebida para dissimular o pagamento de vantagens indevidas” a membros do Judiciário.
Carolina Matta
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