As empresárias Teresinha Coelho e Anna Gabriela Coelho Lima, responsável pela loja virtual Chez Gaby, estão sendo investigadas pela Polícia Civil do Estado do Piauí, através da Delegacia Especializada de Crimes Contra a Ordem Tributaria, Econômica e Contra as Relações de Consumo (Deccoterc), acusadas de aplicarem golpes contra pelo menos 150 pessoas. No total o prejuízo chega a R$ 238.153,00.
A dupla mantinha um perfil no Instagram, onde vendia produtos importados, desde maquiagem a celulares e eletroeletrônicos. Segundo as vítimas, os depósitos eram realizados, mas os produtos não chegavam nas mãos dos consumidores.
O Ministério Público se manifestou favorável pela prisão preventiva das duas para que fosse possível incluir os nomes delas na lista da Interpol e a dupla fosse punida. Segundo a promotora Micheline Serejo, da 53ª promotoria, o pedido de prisão preventiva não foi acatado pelo juiz e o pedido para inclusão do nome na lista da Inteligência Americana “caiu por terra”.
“Saiu uma decisão hoje pelo não acatamento do pedido de prisão preventiva. O pedido para a Interpol só tem serventia se fosse decretado o pedido de prisão preventiva. Se fosse decretada a prisão preventiva delas aí sim teria a inclusão dos nomes delas no cadastro na Interpol para que houvesse cooperação entre o Brasil e os Estados Unidos. Mas como o juiz negou o pedido, então cai por terra também o pedido de inclusão dos nomes na Interpol”, explicou Micheline.
Na decisão, o juiz deu um prazo de cinco dias para que a dupla se manifestasse. Até o momento, o que se sabe é que Teresinha e Anna Gabriela estão morando na Califórnia, nos Estados Unidos.
Acordo
Ainda segundo a promotora, o pai de Ana Gabriela procurou o Ministério Público para fazer um acordo e ressarcir as vítimas. “O pai procurou o Ministério Público para fazer um acordo para devolver o dinheiro dessas pessoas. Tanto é que a gente fez duas reuniões pedindo a lista para as pessoas que foram lesadas para que ele pudesse ressarcir. E ele foi ao juiz e também manifestou essa vontade de ressarcir os prejuízos”, afirmou a promotora.
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