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Semar quer liberação de visitas turísticas no Cânion do Poti neste mês

As atividades no local devem retornar considerando medidas de prevenção de desastres.

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos – Semar – quer a retomada das atividades de passeio ecoturístico no Cânion do Rio Poti. As atividades, que estavam suspensas desde janeiro, devem retornar considerando medidas de prevenção de desastres e o estabelecimento de diretrizes seguras para prática de educação ambiental e ecoturismo nos limites da Unidade de Conservação.

Essas orientações estão fundamentadas na Avaliação Geotécnica dos Cânions do Rio Poti, documento divulgado pelo Serviço Geológico do Brasil – CPRM, mas devem ser fixadas após vistoria a ser realizada, ainda neste mês de maio, pela Diretoria de Parques e Florestas da Semar.

O plano de retomada tem como objetivo sistematizar as atividades turísticas que poderão ser desenvolvidas na Unidade de Conservação, considerando o levantamento das áreas de riscos destacadas no relatório.

“Ressaltamos que o Plano de Retomada das Atividades Turísticas deve ser revisado após a aprovação do Plano de Manejo da Unidade de Conservação, cuja elaboração está em curso”, destaca o Secretário de Meio Ambiente, Daniel Marçal.

No estudo preliminar divulgado pela CPRM, a partir das observação das estruturas geológicas locais e pelos sinais de movimentação de massa e o volume de chuva na região não se identifica indícios muito fortes para riscos iminentes de desabamentos que possam atingir dimensões consideráveis, exceto em situações de conjugação extrema dos fatores potencializadores de desastres. No entanto, deve-se ressaltar que risco baixo não significa impossibilidade de movimentos de massa na região.

Sobre a Avaliação Geotécnica dos Cânions do Rio Poti

Os estudos e investigações, realizados entre os dias 14 e 25/02/2022, foram executados por pesquisadores em geociências do Serviço Geológico do Brasil – CPRM, especialistas em riscos geológicos, objetivando a identificação das áreas com suscetibilidade no Parque Estadual do Cânion do Rio Poti, no trecho mais expressivo do leito do rio.

As ações de mapeamento de risco geológico na área do cânion foram executadas com coleta de dados e particularidades das características estruturais geológico-geomorfológicas, tectônicas e ambientais.

Para a coleta de dados in loco foram utilizados drone, levantamento das rochas, medição de parâmetros estruturais com uso de bússola, altura e inclinação dos paredões. Todas essas informações, acrescidas de levantamento bibliográfico, foram analisadas para posterior identificação e caracterização de pontos com eventuais fragilidades que possam configurar riscos potenciais.

O relatório é uma caracterização apenas das áreas, habitadas ou não, que recebe turistas em regiões suscetíveis a algum processo geológico - queda, rolamento ou tombamento de blocos, deslizamentos, inundações, erosões. Desta forma, não se descarta a possibilidade de existirem no município outras áreas de risco geológico não incluídas no trabalho.

É importante ressaltar que nunca haverá risco zero nas atividades turísticas a serem realizadas em áreas de cânions, já que, o ambiente geológico natural tem processos de movimentos gravitacionais de massa complexos, intensos, dinâmicos e com evolução quase que diária por se tratar de um patrimônio natural da geodiversidade.

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