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Presidente eleito da OAB-PI solicita suspensão da lista sêxtupla até decisão final do STF

O pedido ocorre após a atual gestão ter determinado, em 3 de dezembro, a retomada do procedimento.

O presidente eleito da OAB-PI, Raimundo de Araújo Silva Júnior, encaminhou ofício à Comissão Eleitoral do Quinto Constitucional solicitando o sobrestamento imediato do processo de formação da lista sêxtupla para vaga no Tribunal de Justiça do Piauí. O pedido ocorre após a atual gestão ter determinado, em 3 de dezembro, a retomada do procedimento, mesmo diante de medida cautelar do STF que suspende seus efeitos.

No documento, o presidente eleito argumenta que a medida cautelar concedida pelo Ministro Dias Toffoli na ADI 7667 permanece em pleno vigor. Embora o processo tenha sido submetido ao Plenário Virtual, um pedido de destaque do Ministro Flávio Dino determinou o reinício do julgamento em formato presencial, tornando sem efeito os votos já proferidos no ambiente virtual.

Foto: Lucas Dias/GP1Advogado Raimundo Júnior
Advogado Raimundo Júnior

"A tentativa de dar seguimento ao procedimento de formação da lista sêxtupla, em aparente descumprimento à medida cautelar vigente, além de configurar potencial desrespeito à ordem judicial, pode representar verdadeira afronta à Suprema Corte", alerta Raimundo Júnior no ofício.

O presidente eleito ressalta ainda que a decisão de retomada do procedimento envolve uma interpretação equivocada do atual momento processual da ADI 7667. "Uma vez que o Ministro Relator submeteu o processo ao Plenário do Supremo Tribunal Federal, compete exclusivamente àquele colegiado a prerrogativa de ratificar ou revogar a medida liminar anteriormente concedida", explica.

O timing escolhido para a retomada do processo também é questionado no documento. Com a posse da nova gestão prevista para 1º de janeiro de 2025, após vitória nas eleições realizadas em 30 de novembro, o presidente eleito considera que a tentativa de formar a lista sêxtupla neste momento de transição "representa potencial violação ao princípio democrático que rege nossa instituição".

"A vontade manifestada nas urnas deve ser respeitada, cabendo à nova gestão, após sua posse e caso mantida a destinação da vaga à advocacia pelo Supremo Tribunal Federal, a condução deste importante processo com a transparência e publicidade que ele demanda", defende Raimundo Júnior.

O ofício alerta ainda para os riscos jurídicos envolvidos. O prosseguimento do procedimento, em desrespeito à medida cautelar vigente e sem as garantias necessárias de transparência e participação efetiva da advocacia, pode acarretar a nulidade de todos os atos praticados, gerando insegurança jurídica para os eventuais candidatos.

Por fim, o presidente eleito ressalta que o não atendimento ao pedido de sobrestamento poderá ensejar a adoção das medidas judiciais cabíveis para garantir o cumprimento da decisão do Supremo Tribunal Federal. O documento solicita que, após o julgamento definitivo da ADI 7667 e caso seja confirmada a destinação da vaga à advocacia, seja oportunizado à nova gestão conduzir o processo com a devida publicidade e transparência.

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