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Cuidador voluntário denuncia desaparecimento e envenenamento de gatos na Avenida Marechal

A denúncia foi feita por Gilvan Gomes, cuidador voluntário que alimenta os gatos abandonados na região.

O GP1 recebeu uma denúncia de desaparecimento e envenenamento de gatos na Avenida Marechal, em Teresina, que têm gerado revolta e preocupação entre protetores de animais da região. A denúncia foi feita por Gilvan Gomes, de 39 anos, cuidador voluntário que há cerca de 10 anos alimenta e oferece cuidados básicos aos felinos abandonados na área.

Nas últimas semanas, dezenas de gatos desapareceram. Segundo o cuidador, diariamente ele visita os pontos onde os animais vivem, conhecendo bem cada um deles, o que fez com que ele percebesse rapidamente a redução drástica da população felina. "Tem um ponto que tinha mais de 20 gatinhos e hoje só restam três. Outro que tinha cerca de 27 ou 28 agora tem 13. Só nesses dois locais, sumiram cerca de 35 gatos em um intervalo muito curto", disse Gilvan ao GP1.

Foto: Reprodução/ Gilvan GomesGatos envenenados na Marechal
Gatos envenenados na Marechal

Além dos desaparecimentos, Gilvan relata que casos de envenenamento também têm sido registrados. Inicialmente, os ataques aconteceram na região do Gregório (monumento localizado na avenida Marechal Castelo Branco), mas agora os alvos são os gatos que vivem nas floriculturas próximas à avenida. “Vários gatinhos já apareceram mortos. Tenho fotos de alguns, e a Dona Ruth, que trabalha em uma das floriculturas, também encontrou outros mortos e sempre me avisa. A quantidade de gatos diminuiu muito justamente por isso", conta o cuidador.

Gilvan acredita que os animais estão sendo capturados de forma intencional, aproveitando-se do fato de muitos serem dóceis e acostumados ao contato humano. “Esses gatos são cuidados diariamente, muitos há anos. São mansos, fáceis de pegar. Infelizmente, creio que não estão sendo levados com boas intenções. Ninguém recolhe 35 gatos em tão pouco tempo apenas para cuidar ou doar”, lamentou.

Sem saber quem está por trás das ações, Gilvan relata que os protetores sentem-se de mãos atadas diante da situação. Eles acompanham o desaparecimento e o envenenamento dos gatos, mas não conseguem identificar os responsáveis nem encontrar uma forma de impedir que os casos continuem ocorrendo. A situação tem causado revolta e sofrimento entre os cuidadores.

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