A Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí (Semarh) apreendeu 66 quilos de pescado durante uma operação de fiscalização realizada no entorno da barragem Algodões 2, no município de Curimatá, no extremo Sul do estado. A ação ocorreu durante o período da piracema e contou com o apoio da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente.
Além do pescado, os agentes apreenderam e destruíram materiais de pesca utilizados de forma irregular, como redes e outros apetrechos, e aplicaram multa no valor de R$ 45 mil. Um homem foi preso em flagrante e encaminhado à delegacia.
Durante a fiscalização, as equipes localizaram diversas redes de pesca armazenadas na entrada de uma residência. Ao aprofundar a averiguação, foi constatado que o imóvel funcionava como ponto de comércio ilegal de peixes, onde havia grande quantidade de pescado fresco e equipamentos proibidos. O responsável foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Curimatá, onde foi autuado e permaneceu preso pelo crime de pesca em período proibido.
Ao todo, cerca de 200 metros de redes foram apreendidos, além de facas, barbantes e linhas, que posteriormente foram destruídos pela Semarh. O pescado recolhido totalizou 66 quilos, sendo 23 quilos de piranha e 43 quilos de curimatá, destinados de forma sumária a instituições previstas na legislação ambiental.
Segundo o gerente de Fiscalização da Semarh, Renato Nogueira, ações rigorosas são fundamentais para a preservação das espécies. “A piracema é o período mais sensível para os rios. Ao combater esse tipo de crime, protegemos a reprodução dos peixes e garantimos o equilíbrio ambiental”, destacou.
O período da piracema teve início em 15 de novembro de 2025 e segue até 16 de março deste ano. Nesse intervalo, outras operações já foram realizadas. Em dezembro, uma ação em Teresina resultou na apreensão de aproximadamente 500 metros de redes de pesca ilegais.
O secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Feliphe Araújo, afirmou que a fiscalização continuará intensificada em todo o estado. “Nosso objetivo não é apenas punir, mas assegurar que os rios permaneçam vivos. A Semarh atua de forma permanente para coibir irregularidades e proteger o patrimônio ambiental do Piauí”, ressaltou.
Izabella Furtado
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