O enfrentamento à violência contra as universidades federais e à violência política e de gênero é um dos temas centrais da 209ª Reunião Ordinária do Conselho Pleno da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), que ocorre nos dias 27 e 28 de janeiro de 2026, em Brasília, com a participação da reitora da Universidade Federal do Piauí (UFPI), professora Nadir Nogueira.
A programação do encontro inclui debates sobre a proteção das instituições federais de ensino superior e da comunidade universitária diante de diferentes formas de violência, reunindo reitores, reitoras e especialistas de todo o país.
Entre os destaques da agenda está a palestra do consultor federal em Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação da Procuradoria-Geral Federal da Advocacia-Geral da União (AGU), Jezihel Pena Lima, que aborda o enfrentamento da violência contra as universidades federais sob a perspectiva jurídica e institucional.
Outro momento relevante é a apresentação dos resultados da reunião de propostas e ações voltadas ao fortalecimento de políticas públicas de segurança das mulheres, defesa da vida e enfrentamento à violência política e de gênero. A exposição será conduzida pelas reitoras Ana Beatriz de Oliveira, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Camila Celeste Brandão Ferreira Ítavo, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), e Georgina Gonçalves dos Santos, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), vice-presidentes da Andifes.
As discussões integram um esforço nacional para a construção de ambientes universitários mais seguros, democráticos e comprometidos com os direitos humanos, considerando os desafios enfrentados pelas instituições federais em diferentes regiões do país.
A participação da reitora da UFPI reforça o posicionamento da universidade no debate nacional sobre políticas de prevenção à violência, articulando as pautas de segurança, planejamento, orçamento e gestão no âmbito do sistema federal de ensino superior.
Durante a reunião, também ganha destaque a preocupação com o aumento de ataques simbólicos e virtuais às universidades federais, especialmente por meio da disseminação de memes, conteúdos desinformativos e campanhas de deslegitimação nas redes sociais. Essas práticas têm sido apontadas como formas contemporâneas de violência institucional, que fragilizam a imagem das universidades públicas, estimulam o discurso de ódio e colocam em risco a integridade da comunidade acadêmica.
Os debates ressaltam a necessidade de estratégias conjuntas para o enfrentamento desse tipo de ataque, que muitas vezes antecede ou potencializa ações de violência física, política e de gênero. A construção de respostas institucionais, aliadas à atuação jurídica, à comunicação pública qualificada e à defesa da autonomia universitária, é vista como fundamental para a proteção das universidades federais e para o fortalecimento do papel social da educação pública no país.
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