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Guarda compartilhada de filhos no Piauí cresce 35,26% em 10 anos, diz IBGE

A guarda exclusiva ao homem também apresentou redução e correspondeu a 3,35% dos divórcios.

A guarda compartilhada de filhos menores foi concedida judicialmente em 35,26% dos divórcios registrados no Piauí, o maior percentual da série histórica, que envolve a década de 2014 a 2024. No mesmo período, a guarda concedida exclusivamente à mulher seguiu trajetória de queda e atingiu 58,19%, o menor patamar já registrado no estado. A guarda exclusiva ao homem também apresentou redução e correspondeu a 3,35% dos divórcios. Os dados fazem parte das Estatísticas do Registro Civil divulgadas pelo IBGE.

O comportamento observado no Piauí acompanha a tendência nacional. No Brasil, a guarda compartilhada também cresceu ao longo dos anos e, em 2024, passou a superar a guarda concedida exclusivamente à mulher. No país, a guarda compartilhada foi definida em 44,6% dos divórcios, enquanto a guarda exclusiva feminina ocorreu em 42,6% dos casos. Já a guarda concedida apenas ao homem foi registrada em 2,8% dos divórcios formalizados no mesmo ano.

Foto: Paulo Pinto/Agência BrasilMão de bebê
Mão de bebê

Em relação ao número de dissoluções matrimoniais, o Piauí contabilizou 3.044 divórcios em 2024, o que representa uma redução de 2,6% na comparação com 2023, quando foram registrados 3.125 casos. Do total apurado no estado, 2.567 divórcios foram realizados por via judicial, correspondendo a 84,3%, enquanto 477 ocorreram de forma extrajudicial, o equivalente a 15,7%.

No cenário nacional, foram registrados 428.301 divórcios em 2024, queda de 2,84% em relação ao ano anterior, que contabilizou 440.827 registros. Desse total, 350.407 divórcios foram judiciais, representando 81,8%, e 77.894 ocorreram por via extrajudicial, somando 18,2%. No mesmo ano, a idade média ao se divorciar no Piauí foi de 45,6 anos entre os homens e 42,3 anos entre as mulheres, enquanto, no Brasil, os homens tinham em média 44,5 anos e as mulheres, 41,6 anos no momento do divórcio.

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