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Ex-assessor do Tribunal de Justiça do Piauí é condenado a 2 anos de prisão por estelionato contra a sogra

Ele foi sentenciado no dia 11 de dezembro de 2025 pelo juiz Caio Cézar Carvalho de Araújo.

O ex-assessor do Tribunal de Justiça do Piauí (TJPI), João Gabriel Costa Cardoso, foi condenado a 2 anos e 10 meses de reclusão por crime de estelionato praticado contra a própria sogra. Ele foi sentenciado no dia 11 de dezembro de 2025 pelo juiz Caio Cézar Carvalho de Araújo, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Teresina.

Segundo a denúncia do Ministério Público, os crimes ocorreram entre os anos de 2020 e 2022. Nesse período, o acusado, com a participação da esposa, filha da vítima, teria obtido vantagem ilícita superior a R$ 100 mil, por meio da realização de empréstimos bancários, contratação de cartões de crédito e transferências de valores sem o conhecimento ou autorização da ofendida.

Foto: ReproduçãoJoão Gabriel Costa Cardoso
João Gabriel Costa Cardoso

Consta nos autos que a vítima, pessoa de pouca instrução e com baixo conhecimento tecnológico, confiava ao genro e à filha a administração de seus dados bancários, deixando com eles cartões e senhas.

A fraude foi descoberta em janeiro de 2023, após o cancelamento do benefício do Bolsa Família e a constatação de dívidas em nome da vítima junto à Caixa Econômica Federal e ao Banco do Brasil.

Em interrogatório, João Gabriel confessou ter realizado transferências e empréstimos em nome da vítima, alegando ter utilizado os valores para quitar dívidas pessoais.

Ao proferir a decisão, o juiz Caio Cézar destacou que João Gabriel se aproveitou da falta de instrução da vítima, bem como da relação de confiança. “A conduta do acusado, que se valeu da confiança e da vulnerabilidade da vítima para obter vantagem ilícita, configura o delito de estelionato em sua modalidade fundamental”, concluiu.

Diante disso, o magistrado condenou João Gabriel Costa Cardoso a 2 anos e 10 meses de reclusão e 229 dias-multa.

Escândalo no TJ

João Gabriel foi alvo da Operação Usuário Zero, deflagrada em outubro de 2024 pela Polícia Civil do Piauí, por suspeita de invasão ao sistema PJe para alterar minutas de decisões e beneficiar réus e advogados. Ele trabalhava no gabinete do desembargador José James Gomes Pereira, considerado peça central no esquema, atualmente afastado do cargo.

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