O Ministério Público Federal (MPF) instaurou, nessa terça-feira (26), inquérito civil para apurar possíveis irregularidades na aplicação da política federal de cotas no concurso público do Instituto Federal do Piauí (IFPI), regido pelo Edital nº 22/2026. A apuração será conduzida pelo procurador da República Patrício Noé da Fonseca.
A investigação busca verificar possíveis falhas no mecanismo de convocação de candidatos cotistas para as etapas eliminatórias intermediárias do certame, especialmente em relação às vagas destinadas a pessoas indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência. O MPF aponta suspeita de “esvaziamento progressivo” dessas modalidades em razão da não redistribuição de vagas não preenchidas durante o andamento do concurso, o que pode representar violação à legislação federal de ações afirmativas.
Na portaria de instauração do inquérito, o procurador determinou o envio de ofício ao reitor do IFPI, professor Paulo Borges, requisitando uma série de informações detalhadas sobre o concurso, no prazo de 10 dias. Entre os dados solicitados estão o número de inscritos por modalidade de concorrência, quantidade de candidatos habilitados, notas de corte, número de convocados para a prova didática e quantidade de aprovados em cada etapa, tudo separado por cotas e ampla concorrência.
O representante ministerial também solicitou que o IFPI suspenda voluntariamente os atos posteriores às provas didáticas, incluindo a homologação do resultado final e eventuais nomeações, até que os fatos sejam esclarecidos.
Thais Guimarães
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