Tharsio Moura Soares de Gusmão continua foragido e é o único investigado da operação deflagrada contra a empresa DF Group , no último dia 10 de julho, que ainda não foi localizado pelas forças de segurança. A informação foi confirmada pela Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI).

Nesta sexta-feira (17), a Justiça do Piauí decretou a prisão preventiva de Tharsio Moura e de outros nove investigados. A decisão foi proferida pelo juiz Manfredo Braga Filho, da Central de Inquéritos do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI).

Com a decisão judicial, permanecerão presos Douglas Fonseca Araújo, Ícaro Teixeira de Sousa, Lucas Soares Coutinho, Eduardo Lima de Sousa, Milena Alves Torres, Viviane Alves da Silva, Caio Guilherme Campelo, Caio Fonseca Araújo, Jaquenilson Alvino de Sousa Abreu e Tharsio Moura Soares de Gusmão.

Foto: Reprodução/Instagram
Tharsio Moura Soares de Gusmão

Operação

A operação contra o grupo foi deflagrada no dia 10 de julho e resultou no cumprimento de mandados de prisão, de busca e apreensão, além do bloqueio de contas bancárias e da apreensão de veículos. A Justiça também determinou a suspensão das atividades da DF Group, empresa sediada na zona leste de Teresina e apontada nas investigações como parte da estrutura utilizada pelo grupo.

Além de Douglas Fonseca, foram presos Ícaro Teixeira de Sousa, Milena Alves Torres, Viviane Alves da Silva, gerente da DF Group, Eduardo Lima de Sousa, Jaquenilson Alvino de Sousa Abreu, Janda Maira de Sousa Silva, Caio Guilherme Campelo, Caio Fonseca Araújo e Vitória Gabriel Conceição Fonseca Araújo. Todos são investigados por suposta participação na organização criminosa.

Foto: Montagem GP1
11 investigados da DF Group

Durante as investigações, o delegado Matheus Zanatta informou que a Justiça encontrou apenas R$ 38,00 na conta bancária de Douglas Fonseca. Nas contas vinculadas à DF Group, foram localizados aproximadamente R$ 5 mil. Os valores identificados durante o bloqueio judicial contrastam com o padrão de vida exibido pelo trader nas redes sociais, onde eram publicadas imagens de viagens, veículos e outros bens de alto valor.

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Investigação da Polícia Civil

Conforme as investigações da Polícia Civil, Douglas Fonseca é apontado como líder de uma organização criminosa que atuava de forma estruturada na prática de fraudes eletrônicas. Segundo o inquérito, o grupo utilizava mecanismos para ocultar e dissimular a origem dos valores obtidos de forma ilícita. O levantamento policial indica que, somente em Teresina, pelo menos 70 pessoas foram vítimas do suposto esquema.