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Teresina - Piauí

Justiça do Piauí solta duas investigadas presas em operação contra a DF Group

Na mesma decisão judicial, foram mantidas as prisões do CEO Douglas Fonseca e de mais nove investigados.

A Justiça do Piauí determinou soltura mediante a aplicação de medidas cautelares para Janda Maira de Sousa Silva e Vitória Gabriely Conceição Fonseca Araújo, investigadas na operação deflagrada contra a empresa DF Group. A informação foi confirmada pela Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI).

A decisão foi assinada nesta sexta-feira (17) pelo juiz Manfredo Braga Filho, da Central de Inquéritos do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI). Com a determinação, as duas investigadas deixaram a prisão, mas deverão cumprir as restrições impostas pela Justiça, conforme previsto no Código de Processo Penal.

Janda Maira e Vitória Gabriely haviam sido presas no dia 10 de julho, durante a operação realizada pela Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), que apura a atuação do grupo DF Trader, suspeito de praticar estelionato qualificado por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de capitais.

Foto: Montagem GP1Janda Maira de Sousa Silva e Vitória Gabriely Conceição Fonseca Araújo
Janda Maira de Sousa Silva e Vitória Gabriely Conceição Fonseca Araújo

Prisões mantidas

Na mesma decisão judicial, foram mantidas as prisões do CEO da DF Group, Douglas Fonseca Araújo, além de Ícaro Teixeira de Sousa, Lucas Soares Coutinho, Eduardo Lima de Sousa, Milena Alves Torres, Viviane Alves da Silva, Caio Guilherme Campelo, Caio Fonseca Araújo e Jaquenilson Alvino de Sousa Abreu.

A Justiça também decretou a prisão preventiva de Tharsio Moura Soares de Gusmão, que continua foragido e é o único investigado da operação que ainda não foi localizado pelas forças de segurança.

Operação

A operação contra o grupo foi deflagrada no dia 10 de julho e resultou no cumprimento de mandados de prisão, de busca e apreensão, além do bloqueio de contas bancárias e da apreensão de veículos. A Justiça também determinou a suspensão das atividades da DF Group, empresa sediada na zona leste de Teresina e apontada nas investigações como parte da estrutura utilizada pelo grupo.

Além de Douglas Fonseca, foram presos Ícaro Teixeira de Sousa, Milena Alves Torres, Viviane Alves da Silva, gerente da DF Group, Eduardo Lima de Sousa, Jaquenilson Alvino de Sousa Abreu, Janda Maira de Sousa Silva, Caio Guilherme Campelo, Caio Fonseca Araújo e Vitória Gabriel Conceição Fonseca Araújo. Todos são investigados por suposta participação na organização criminosa.

Foto: Luís Marcos/GP1Membros da DF Group sendo presos
Membros da DF Group sendo presos

Durante as investigações, o delegado Matheus Zanatta informou que a Justiça encontrou apenas R$ 38,00 na conta bancária de Douglas Fonseca. Nas contas vinculadas à DF Group, foram localizados aproximadamente R$ 5 mil. Os valores identificados durante o bloqueio judicial contrastam com o padrão de vida exibido pelo trader nas redes sociais, onde eram publicadas imagens de viagens, veículos e outros bens de alto valor.

Investigação da Polícia Civil

Conforme as investigações da Polícia Civil, Douglas Fonseca é apontado como líder de uma organização criminosa que atuava de forma estruturada na prática de fraudes eletrônicas. Segundo o inquérito, o grupo utilizava mecanismos para ocultar e dissimular a origem dos valores obtidos de forma ilícita. O levantamento policial indica que, somente em Teresina, pelo menos 70 pessoas foram vítimas do suposto esquema.

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