A Secretaria da Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) divulgou, nesta segunda-feira (06), o balanço das ações da Operação Cosme e Damião 2026 realizada entre os meses de abril e junho no estado. A iniciativa, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), teve abrangência nacional e foi voltada ao enfrentamento de crimes de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes.
A delegada Rosa Chaib, titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), destacou que a operação simbolizou o que a sociedade espera das forças de segurança pública: a proteção integral da infância e da adolescência. Segundo ela, a DPCA cumpriu 21 mandados de prisão e de busca avançada, sendo que um dos casos mais marcantes envolveu uma adolescente de 15 anos que pediu apoio dentro da plataforma de jogo Roblox. De acordo com a delegada, a jovem vinha sendo abusada sexualmente desde os 8 anos de idade, em contexto doméstico e por um familiar. O caso chegou ao conhecimento da Polícia Civil por meio da plataforma de jogos, permitindo atuação técnica com protocolos seguros e equipe de investigação qualificada.
“A Operação Cosme e Damião apresenta e simboliza exatamente o que a sociedade espera das forças de segurança pública: a proteção integral da infância e da adolescência. A DPCA deu cumprimento a 21 mandados de prisão e de busca avançada. Dentro desses cumprimentos, uma prisão que se destacou foi a de uma adolescente de 15 anos, que pediu apoio dentro da plataforma de jogo Roblox. Ela vivia, desde os 8 anos de idade, sendo abusada sexualmente, como bem dito pelo delegado-geral, em relação doméstica e por seu familiar. Foi através da plataforma de jogos Roblox que a Polícia Civil tomou conhecimento e pôde atuar de forma técnica, com protocolos seguros, com uma equipe de investigação qualificada. Como são objetos robustos, as provas precisam ser materializadas de forma que sigam protocolos, para que haja, de fato, uma atuação técnica”, detalhou a delegada.
Ainda segundo Rosa Chaib, a Polícia Civil, através da DPCA, conseguiu realizar investigações qualificadas, identificar autores e dar uma resposta efetiva. O trabalho contou com apoio do NICMEC, organização não governamental dos Estados Unidos, que acionou as forças de segurança pública brasileiras. A partir desse contato, a Polícia Federal abriu investigações, identificou o autor, a vítima e também uma testemunha. A denúncia ocorreu em novembro do ano passado e, após cerca de três a quatro meses de investigação, o autor foi identificado e preso. A delegada ressaltou que o processo exigiu dedicação e protocolos específicos para garantir a efetividade das ações e a responsabilização dos envolvidos.
“Assim, a Polícia Civil, através da DPCA, deixa um recado claro: por meio desses protocolos conseguimos realizar investigações qualificadas, identificar autores e dar uma resposta efetiva. Isso foi feito através do NICMEC, uma organização não governamental dos Estados Unidos, que entrou em contato com as forças de segurança pública do Brasil. Dessa forma, fizemos conhecimento dentro da Polícia Federal, abrimos as investigações, identificamos o autor, identificamos a vítima e, inclusive, a testemunha. A denúncia ocorreu em novembro do ano passado, conseguimos a identificação e o autor foi preso agora. Foram em torno de três a quatro meses de trabalho. É necessário atuar com dedicação para conseguir dar essa resposta às autoridades”, pontuou a delegada.
Operação
No Piauí, a operação foi executada de forma integrada pela Polícia Civil (PC-PI) e pela Polícia Militar (PM-PI), com cumprimento de ordens judiciais e realização de ações preventivas em todo o território estadual. Entre abril e junho, foram registradas 260 diligências, 106 prisões relacionadas a crimes como pensão alimentícia e estupro de vulnerável, além de 61 ações preventivas, incluindo palestras educativas e atividades de conscientização.
A Operação Cosme e Damião contou com 11 municípios-base no Piauí, que funcionaram como pontos estratégicos para a coordenação das equipes. Entre eles estão Bom Jesus, Campo Maior, Esperantina, Floriano, Parnaíba, Pedro II, Picos, Piripiri, São Raimundo Nonato, Uruçuí e Teresina.
A partir dessas cidades, as ações foram expandidas para 56 municípios piauienses, com atuação direta das forças de segurança estaduais. A coordenação ficou a cargo da Superintendência de Operações Integradas (SOI/SSP-PI), por meio da Gerência de Operações e Investigações Criminais (GOIC/SSP-PI), com apoio das demais instituições que integram o sistema de segurança pública.