A obreira identificada como Maria Ozana, acusada de explorar crianças e adolescentes no Piauí, será investigada pela Polícia Civil e pela Polícia Federal. A mulher obrigava as crianças a fazer longas caminhadas e vender cocadas. O coordenador das delegacias especializadas, delegado Jetan Pinheiro explicou como acontecerá a investigação.
“A delegada abriu uma VPI (Verificação Policial Inicial) porque o que está constatado são dois fatos, primeiro a exploração do trabalho escravo, que isso é competência da Justiça Federal, necessariamente vamos mandar para a Polícia Federal investigar esse fato. Para a Polícia Civil cabe a exploração sexual que acontecia lá, de crianças e adolescentes”, contou o delgado em entrevista à TV Clube.
- Foto: Lucas Dias/GP1
Delegado Jetan Pinheiro
Maria Ozana fazia o recrutamento de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade nas cidades de Teresina e Campo Maior. “Inclusive essa obreira tem um relacionamento com um adolescente que hoje é maior. Por parte da Polícia Civil, os trabalhos estão em andamento e nós vamos dar continuidade”, explicou.
Segundo o delegado, a mulher fazia o recrutamento com outras duas mulheres. “Ela juntamente com mais duas mulheres, uma de 24 anos e outra de 19, que é filha dela, elas três faziam o recrutamento desses adolescentes e crianças em situação de vulnerabilidade. O problema é que os adolescentes se convenceram que realmente era uma deusa”, afirmou.
Maria Ozana Nega
“Ela nega, diz que é da Universal, chorou, disse que não tem nada disso, que pegou os menores que estavam em situação de vulnerabilidade. Mas o fato é que o dinheiro era entregue totalmente para ela. Ela convencia os adolescentes a fazer caminhadas de 100 km, fazer jejum”, finalizou Jetan.
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