Durante a operação realizada na manhã desta quarta-feira (15), em Água Branca, o membro do PCC, identificado como Ivan Michel da Conceição, que morreu após trocar tiros com equipes do DRACO, afirmou várias vezes que iria matar os policiais, mesmo com os agentes tendo verbalizado para que ele se entregasse.
Em entrevista coletiva, o delegado Charles Pessoa, do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), Ivan Michel reagiu de forma violenta durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão e efetuou disparos contra os policiais. “Ele estava dentro de um quarto, abrigado, e começou a efetuar disparos contra a nossa equipe. Continuamos verbalizando, pedindo para que ele se entregasse, mas ele não parava de atirar. Pelo contrário, dizia repetidamente que iria nos matar”, afirmou o delegado Charles.
A operação teve como objetivo cumprir mandados contra membros de um núcleo do PCC. Charles Pessoa destacou a semelhança entre a ação desta manhã e a que vitimou o policial Marcelo Soares, morto uma operação no Maranhão. “A gente não sai de casa para matar ninguém. Saímos com o objetivo de prender, como já fizemos mais de quatro mil vezes nos últimos dois anos e meio. Infelizmente, tivemos que neutralizar o indivíduo para preservar a vida da equipe”, explicou Charles Pessoa.
Críticas à legislação penal
O delegado também criticou a legislação penal brasileira, classificando-a como frágil, e apontou que criminosos perigosos seguem sendo liberados, o que, segundo ele, põe em risco a segurança da população. “Um criminoso como esse não era para estar nas ruas de Água Branca, causando prejuízo e temor à sociedade, era para estar custodiado dentro do sistema penitenciário piauiense”, reforçou.
Apesar da gravidade do confronto, nenhum policial foi ferido na operação. O suspeito ainda recebeu socorro após ser atingido, mas não resistiu aos ferimentos. Charles Pessoa finalizou reafirmando o compromisso da Polícia Civil em seguir combatendo o crime organizado no estado do Piauí. “Continuaremos firmes com o nosso objetivo: combater essa criminalidade e servir à sociedade”, pontuou.
Brunno Suênio
Thais Guimarães
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