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Skunk avaliado em R$ 2 milhões seria enviado ao Comando Vermelho no Piauí, diz DRACO

A ação foi realizada na noite de quarta-feira (22), na entrada da cidade de Bom Jesus.

Lucas Dias/ GP1 1 / 4 Skunk apreendido pelo DRACO Skunk apreendido pelo DRACO
Lucas Dias/ GP1 2 / 4 Delegado Charles Pessoa Delegado Charles Pessoa
Lucas Dias/ GP1 3 / 4 Delegado Laércio Evangelista Delegado Laércio Evangelista
Lucas Dias/ GP1 4 / 4 Cerca de 250 kg de skunk foram apreendidos Cerca de 250 kg de skunk foram apreendidos

Uma operação conjunta do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) resultou na apreensão de 250 kg de skunk, avaliados em R$ 2 milhões, que seriam destinados ao Comando Vermelho (CV) no Piauí. A ação, que resultou em duas prisões, foi realizada na noite de quarta-feira (22), na entrada da cidade de Bom Jesus, no Sul do estado.

De acordo com o delegado Laércio Evangelista, coordenador do DRACO, as investigações apontaram que o carregamento de drogas saiu da periferia do Rio de Janeiro e tinha como destino a facção criminosa que atua em Teresina e no norte do Piauí. “Nós vínhamos monitorando dois indivíduos que fretaram um ônibus de uma empresa de turismo de Teresina, supostamente para promover uma excursão ao Rio de Janeiro. No entanto, descobrimos que o objetivo real era buscar armas e drogas para abastecer o Comando Vermelho no estado”, explicou o delegado.

A abordagem ocorreu com o apoio da Seção de Inteligência da PRF do Piauí e do Canil da FEISP. Segundo o delegado, a droga estava escondida em compartimentos de difícil acesso no veículo. “O skunk foi encontrado dentro do tanque de combustível e no compartimento das baterias do ônibus. Ao todo, foram 250 tabletes apreendidos”, detalhou.

Os suspeitos fretaram o ônibus em nome de uma empresa de turismo, mas também venderam bilhetes avulsos para passageiros comuns, o que, segundo o DRACO, dava aparência de legalidade à viagem. “Estamos investigando se houve transporte irregular de passageiros, já que a suposta excursão serviu de disfarce para o transporte do entorpecente”, afirmou Evangelista.

A operação contou com apoio logístico e de inteligência da Secretaria de Segurança Pública. O delegado Charles Pessoa destacou que a ação teve um papel fundamental em prejudicar financeiramente a facção criminosa. "É importante contextualizar que a operação não representa apenas um número expressivo em termos de apreensão de entorpecentes, nem apenas o prejuízo financeiro de cerca de dois milhões de reais causado à facção criminosa. Mais do que isso, ao retirar essa droga de circulação, evitamos que ela chegasse aos lares piauienses. Sabemos o impacto devastador que o tráfico causa nas famílias em todo o país. A prevenção traz um resultado positivo, alinhado ao propósito maior da Secretaria de Segurança Pública e do Governo do Estado: proteger as famílias de bem do Piauí', acrescentou.

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