Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) realizam, nesta terça-feira (7), uma caminhada em Brasília. O ato, descrito como mais compacto em comparação com mobilizações anteriores, tem como objetivo demonstrar apoio ao ex-chefe do Executivo, que cumpre regime de prisão domiciliar. A atividade não contará com eventos simultâneos em São Paulo ou no Rio de Janeiro, como ocorreu em outras datas marcantes.
De acordo com os organizadores, a escolha por um formato menor se deve ao tempo curto de preparação e à intenção de diferenciar a ação das manifestações de grande porte realizadas em setembro, quando atos em defesa de pautas legislativas, como a PEC das Prerrogativas e o PL da Anistia, reuniram multidões em capitais do país. “Uma caminhada é diferente de uma manifestação”, afirmou o pastor Silas Malafaia, um dos articuladores do movimento, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.
Os aliados de Bolsonaro afirmam que buscam evitar a “banalização” dos protestos e pretendem manter a mobilização como uma marca de contestação às decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), consideradas pela oposição favoráveis ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ato desta terça-feira também ocorre em um dia útil, o que contrasta com os eventos anteriores, tradicionalmente realizados nos fins de semana.
Nos últimos meses, manifestações de rua protagonizadas por apoiadores de Bolsonaro tiveram impacto político relevante, com destaque para o ato de 7 de setembro na Avenida Paulista, em São Paulo, que atraiu milhares de pessoas. Em resposta, grupos ligados à esquerda também promoveram eventos em diversas capitais, reunindo artistas e militantes para criticar projetos relacionados à anistia dos investigados pelos atos de 8 de janeiro e à imposição de limites à atuação de ministros do STF.
Caroline Vitorino
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