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Filho do “Careca do INSS” e secretário-executivo do Ministério da Previdência são presos pela PF

A nova fase da Operação Sem Descontos cumpre 16 mandados de prisão e 52 de busca e apreensão na quinta.

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (18), uma nova fase da Operação Sem Descontos e realizou a prisão de Romeu Carvalho Nunes, filho de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. A operação investiga um esquema nacional de descontos ilegais em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O secretário-executivo do Ministério da Previdência, Adroaldo Portal, também é alvo da operação, foi afastado do cargo e cumprirá prisão domiciliar. A PF cumpre, ainda, mandados de busca contra o senador Weverton Rocha (PDT-MA) e um assessor parlamentar. De acordo com as apurações, a organização criminosa atuava de modo estruturado, com núcleos responsáveis pela captação de dados, inserção de informações falsas em sistemas oficiais e ocultação do dinheiro desviado.

Foto: ReproduçãoSecretário-executivo do Ministério da Previdência, Adroaldo Portal e Romeu Carvalho Nunes, filho do “Careca do INSS”.
Secretário-executivo do Ministério da Previdência, Adroaldo Portal e Romeu Carvalho Nunes, filho do “Careca do INSS”

As medidas foram realizadas sob autorização do Supremo Tribunal Federal (STF). Outro alvo da operação é o advogado e filho do ex-diretor de Benefícios do INSS entre 2023 e 2014, Douglas Martins Fidelis. O pai dele, André Fidelis, já foi preso pela PF em outra fase da operação. A polícia cumpre mandados de prisão preventiva e de busca contra Eric.

Ao todo, estão sendo cumpridos 52 mandados de busca e apreensão, 16 mandados de prisão preventiva e outras medidas cautelares em São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Minas Gerais, Maranhão e Distrito Federal. A ação é realizada em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU).

Sobre a Farra do INSS

A chamada “Farra do INSS” veio à público em dezembro de 2023, após denúncia do aumento drástico das arrecadações de associações com descontos indevidos aplicados a aposentados, o valor chegou a R$2 bilhões em um ano. As entidades envolvidas já respondiam a milhares de processos por filiações fraudulentas. As revelações levaram à abertura de inquérito da Polícia Federal (PF) e abasteceram investigações da CGU.

A Operação Sem Desconto, deflagrada em abril deste ano, levou à demissão do então presidente do Inss e do ministro da Previdência à época, Carlos Lupi. O “Careca do INSS”, pai de Romeu, está preso desde setembro, apontado como um dos principais operadores do esquema fraudulento.

De acordo com a CGU, as entidades envolvidas no esquema alegavam oferecer serviços como assistência jurídica, convênios médicos e descontos em academias. Contudo, não possuíam estrutura básica para prestar qualquer atendimento. Pelo menos 11 associações foram alvo de medidas judiciais. Os contratos foram suspensos e os descontos interrompidos.

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