Uma mulher identificada como Laysa Évyla do Carmo Sousa foi presa suspeita de envolvimento na morte do adolescente Lucas Kaillan da Cunha Carvalho, crime ocorrido no dia 1º de janeiro deste ano, no bairro São Joaquim, zona norte de Teresina.
De acordo com o delegado Genival Vilela, do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), o homicídio foi registrado por volta das 22h50, em um local conhecido como “Circo dos Horrores”, apontado como ponto de encontro de usuários de drogas.
“A vítima foi surpreendida por um casal que chegou ao local em uma motocicleta e efetuou diversos disparos de arma de fogo. Lucas ainda tentou fugir, mas foi perseguido e atingido, novamente, não resistindo aos ferimentos”, relatou o delegado.
Ainda conforme o delegado, informações iniciais indicaram a participação de um homem e uma mulher. Esses dados foram confirmados posteriormente por meio de outras provas coletadas durante a investigação.
O suspeito do crime já havia sido preso anteriormente, inclusive com a arma de fogo utilizada no homicídio, cuja perícia confirmou ligação com o caso. Agora, além da prisão anterior, ele também responderá diretamente pela morte do adolescente.
Já Laysa, presa hoje, foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML) e, em seguida, à Central de Flagrantes.
Motivação
A investigação do DHPP apontou que o crime foi motivado por vingança. A suspeita havia sido vítima de uma tentativa de homicídio no ano passado, quando ela, o pai e um irmão foram atingidos por disparos de arma de fogo. Ela sobreviveu, mas chegou a usar bolsa de colostomia em decorrência dos ferimentos.
A investigação aponta que Lucas Kaillan teria ligação com pessoas envolvidas nesse atentado anterior, o que motivou a represália. “Trata-se de uma rivalidade antiga entre grupos da região. Não há relação de parentesco entre eles, apenas conflitos entre vizinhos”, explicou o delegado.
A polícia afirma que, com a prisão dos dois suspeitos, o caso está praticamente concluído. “Podemos dizer que o caso está esclarecido. Agora, vamos finalizar o procedimento investigativo”, afirmou Genival Vilela.
Brunno Suênio
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