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Polícia

Delegado revela equipamento usado por suspeito de gravar cenas de sexo sem autorização de mulheres em Teresina

O delegado Humberto Mácola apresentou duas pastas modificadas para esconder um aparelho celular.

A Polícia Civil do Piauí divulgou detalhes sobre o método utilizado por José Cleuton da Silva, preso durante uma operação do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), suspeito de gravar e compartilhar cenas íntimas sem o consentimento das vítimas.

Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão realizado no dia 29 de maio, os investigadores encontraram objetos adaptados que, segundo a polícia, eram utilizados para registrar imagens de forma clandestina durante encontros íntimos.

Em vídeo divulgado pela Polícia Civil, o delegado Humberto Mácola apresentou duas pastas modificadas para esconder um aparelho celular. O material foi apreendido na residência do investigado, em Teresina, e passou a integrar o conjunto de provas analisadas pela investigação.

Conforme explicou o delegado, os objetos possuíam um compartimento específico para acomodar o telefone celular e um pequeno orifício estrategicamente confeccionado para permitir a captação das imagens sem despertar suspeitas. “Identificamos duas estruturas semelhantes, preparadas para ocultar o aparelho. O furo era posicionado de maneira a possibilitar a gravação sem que a outra pessoa percebesse”, detalhou Humberto Mácola.

A principal linha de investigação aponta que o equipamento era utilizado para registrar relações sexuais e outras cenas íntimas sem autorização das vítimas. A Polícia Civil também apura se os conteúdos foram compartilhados, vendidos ou divulgados em plataformas digitais.

Com a apreensão dos materiais, equipes do DRCC realizam perícias em celulares, computadores e demais dispositivos eletrônicos encontrados com o suspeito. O objetivo é identificar possíveis vítimas e verificar a extensão dos crimes investigados. O delegado reforçou o alerta para que a população redobre os cuidados em relacionamentos presenciais e virtuais, especialmente diante do crescimento de crimes envolvendo exposição não autorizada de imagens íntimas na internet.

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