O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) afirmou que o ministro Alexandre de Moraes , do Supremo Tribunal Federal ( STF ), foi contratado pelo Banco Master, por meio do escritório de sua esposa, “para fazer lobby” e obter vantagens em favor da instituição financeira.
O parlamentar é autor do requerimento de instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Congresso para investigar o caso. Ele informou ter obtido 187 das 198 assinaturas necessárias para aprovação.
Jordy considera que, ao contratar Viviane Barci, o Master não contratou a mulher de Alexandre de Moraes, mas sim o próprio ministro. “Para ser um juiz, para fazer lobby, para ajudar em toda a questão da absorção do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília”, descreveu. “Então é imprescindível que nós façamos essa CPMI para não deixar ‘melar’ as investigações”.
“Se realmente houve algo necessário para que fosse feita a decretação de falência do Banco Master e eles [STF] estão revertendo, seria caso não só de impeachment, mas caso de prisão de um ministro. Não dá para deixar tudo nas mãos da Polícia Federal, pois está tudo aparelhado”, afirmou o deputado em entrevista à Revista Oeste nesta terça-feira (30).
Alexandre de Moraes
Carlos Jordy fez graves acusações contra Alexandre de Moraes e a esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes, e defendeu a convocação da advogada para uma eventual CPMI. “Eu acredito que é muito difícil que a Viviane Barci não vá a uma CPMI, porque se ela é convocada, ela tem que ir”, avaliou.
O deputado acusou Moraes de atuar em favor do Master, por meio do contrato firmado com o escritório da esposa. Segundo ele, o banco não contratou os serviços de Viviane Barci, mas o próprio ministro, “para ser um juiz, pra fazer lobby, pra ajudar em toda a questão da absorção do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília. Então é imprescindível que nós façamos essa CPMI para não deixar ‘melar’ as investigações”, concluiu.