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Fachin autoriza AGU a atuar em ação nos EUA que questiona decisões de Moraes

Presidente do STF afirma que processo envolve soberania nacional e independência judiciária.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, autorizou a Advocacia-Geral da União (AGU) a atuar em uma ação movida nos Estados Unidos contra o ministro Alexandre de Moraes. O processo foi apresentado pela Trump Media e pela plataforma de vídeos Rumble e tramita na Justiça da Flórida.

Ao justificar a decisão, Fachin argumentou que o caso ultrapassa interesses individuais do magistrado e envolve temas considerados estratégicos para o Estado brasileiro, como a soberania nacional, a independência do Poder Judiciário e a preservação do Estado Democrático de Direito.

Foto: Luiz Silveira/STFMinistros Edson Fachin e Alexandre de Moraes
Fachin autoriza AGU a atuar em ação nos EUA que questiona decisões de Moraes

Segundo o presidente do STF, a participação da AGU é legítima porque a discussão judicial pode produzir efeitos que atingem diretamente instituições da República e não apenas o ministro citado na ação.

Processo questiona decisões sobre redes sociais

A ação apresentada nos EUA busca responsabilizar Alexandre de Moraes por decisões relacionadas à atuação de plataformas digitais no Brasil.

Os autores do processo afirmam que medidas determinadas pelo ministro teriam representado restrições à liberdade de expressão. Entre os pontos questionados está a ordem para remoção definitiva de perfis vinculados ao jornalista Allan dos Santos e a proibição da criação de novas contas associadas a ele na plataforma Rumble.

Como as determinações não foram integralmente cumpridas, Moraes ordenou, em 2025, a suspensão da plataforma em território brasileiro. A Trump Media e a Rumble sustentam que as decisões teriam extrapolado os limites da jurisdição brasileira ao produzirem efeitos sobre empresas sediadas nos Estados Unidos.

Avaliação preliminar sobre o caso

De acordo com a avaliação preliminar de integrantes das instituições envolvidas na defesa do Estado brasileiro, magistrados não podem ser responsabilizados pessoalmente por decisões tomadas no exercício regular de suas funções.

Esse entendimento se baseia no princípio da independência judicial, considerado uma das garantias fundamentais para o funcionamento do sistema de Justiça.

Na manifestação enviada à AGU, Fachin reforçou que a discussão envolve diretamente a autonomia do Judiciário brasileiro e a capacidade de suas decisões serem cumpridas dentro do território nacional.

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