Após as alegações finais da Procuradoria-Geral da República (PGR) acerca da ação penal que tramita no STF contra seu pai, Jair Bolsonaro (PL), o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) usou suas redes sociais para comentar sobre o assunto.
Em sua conta na rede X, Eduardo escreveu: “PGR pede até 43 anos de prisão a Jair Bolsonaro. A quem interessa isso tudo?”.
O deputado se encontra nos Estados Unidos, licenciado de seu cargo e convocou coletiva de imprensa para o dia 17 de julho a fim de tratar de seu futuro na política. O filho de Bolsonaro acredita que o presidente norte-americano, Donald Trump , é o único capaz de “frear os supostos desmandos do ministro do Supremo Tribunal Federal ( STF ) Alexandre de Moraes ”.
Trump anunciou, no dia 9 de julho, uma tarifa de 50% aos produtos brasileiros como uma espécie de punição ao que chama de cerco judicial contra Bolsonaro, afirmando que o ex-presidente é vítima de uma “caça às bruxas”.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet , entregou ao STF, na noite dessa segunda-feira (14), as alegações finais na ação penal nº 2.668, que investiga suposta trama golpista.
Alegações
Um pouco antes da meia-noite, Gonet entregou o documento com 517 páginas. O procurador-geral pede a condenação de Bolsonaro pelos seguintes crimes:
Liderar organização criminosa;
Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
Golpe de Estado;
Dano qualificado pela violência; e
Grave ameaça contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado.
Réus da suposta trama golpista
Alexandre Ramagem, ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
Almir Garnier, ex-comandante da Marinha do Brasil;
Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal;
Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;
Mauro Cid, tenente-coronel do Exército e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;
Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; e
Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil.