Gilmar Mendes , decano do Supremo Tribunal Federal ( STF ), reagiu, nesta sexta-feira (1°), à decisão do governo Trump de baixar a Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes.

Em meio a reabertura dos trabalhos do Judiciário, Mendes se pronunciou depois de o presidente do STF sair em defesa de Moraes. “Nos últimos dias, temos acompanhado com perplexidade uma escalada de ataques contra membros do STF — e, assim, contra toda a Corte — e contra o povo brasileiro, de forma agressiva e totalmente inusual”, disse Gilmar.

Foto: Divulgação/STF
Gilmar Mendes

“Tais medidas, motivadas por discordâncias de natureza política em relação à atuação jurisdicional do STF, demandam uma resposta à altura da dignidade de nossa Corte e da soberania do Estado brasileiro”, completou o ministro.

Barroso defende Moraes

Na sessão, iniciada por volta das 10h20, o presidente da Corte, Roberto Barroso , começou a falar, citando diversos casos de tortura e morte durante a ditadura militar. “O nosso papel aqui do Supremo Tribunal Federal é o de impedir a volta ao passado”, afirmou.

Defendendo Moraes, Barroso afirmou: “Nem todos compreendem os riscos que o país correu. Nós somos um dos poucos casos no mundo em que um tribunal conseguiu evitar um grave ataque à democracia. A democracia tem lugar para todos”, explicou.

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