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Política

Dilma Rousseff deve manter liderança do Congresso com PMDB

Apesar de Dilma estar disposta a escolher um deputado peemedebista para a vaga, o PMDB do Senado ainda alimenta esperanças de vir a ocupar a liderança do Congresso.

A presidente Dilma Rousseff deverá manter nas mãos da bancada do PMDB da Câmara a liderança do governo no Congresso. Um dos cotados para o cargo é o deputado Marcelo Castro (PMDB-PI). Apesar de Dilma estar disposta a escolher um deputado peemedebista para a vaga, o PMDB do Senado ainda alimenta esperanças de vir a ocupar a liderança do Congresso.

A reivindicação para que o cargo de líder do governo no Congresso seja ocupado por um deputado do PMDB foi levada à presidente Dilma anteontem pelo vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB). Mal ficou acertada a ida de Mendes Ribeiro (PMDB-RS) para a pasta da Agricultura, Temer fez um apelo para que a liderança continuasse com o PMDB da Câmara. Dilma teria se comprometido a escolher para o cargo um deputado peemedebista.

"Seria um gesto importante que o líder fosse da Câmara. Mas isso é uma decisão da presidente", disse o líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN). "Existe uma expectativa da bancada de permanência da liderança do governo no Congresso com a Câmara. Mas quem vai decidir isso é a presidente Dilma", observou o futuro ministro Mendes Ribeiro. "A Dilma avisou que vai ser da Câmara", afirmou o presidente nacional do PMDB, Valdir Raupp (RO).

Apontado como favorito, o nome de Marcelo Castro para o cargo de líder começou, no entanto, a ser bombardeado por parte da bancada. Em conversas reservadas, peemedebistas fazem questão de lembrar que, recentemente, a família de Castro apareceu envolvida em denúncias no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), do Piauí. O superintendente do DNIT no Estado, Sebastião Ribeiro, foi indicado por Castro, seu cunhado. A empreiteira de irmão do deputado recebeu, em 2010, R$ 36 milhões do DNIT _ metade do que foi liberado para o Piauí no período.

No Senado, o líder do partido, Renan Calheiros (AL), gostaria de ver na liderança o senador Eduardo Braga (PMDB-AM). Desde o início do governo Dilma Rousseff, Braga vem sendo cotado para ocupar um lugar de destaque. Seu nome foi lembrado para o Ministério da Previdência e, antes da escolha de Mendes Ribeiro para a liderança do governo no Congresso, Braga foi cogitado para o cargo. Integrante do chamado G-8, grupo de senadores independentes do PMDB, a eventual escolha de Braga para a liderança serviria para acalmar os dissidentes, que criticam a liderança de Renan Calheiros.

O PT do Senado também ficou de olho na vaga aberta com a saída de Mendes Ribeiro. O senador José Pimentel (CE-PT) voltou a se entusiasmar com a possibilidade de vir a ocupar a liderança. No início do ano, Pimentel pleiteou a primeira-vice-presidência do Senado, mas foi preterido e a escolha recaiu sobre a senadora Marta Suplicy (PT-SP).
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