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Política

Metade das fazendas apresentam risco de contaminação

A cada 10 fazendas fiscalizadas sobre o uso de agrotóxico, cinco apresentam procedimentos de risco de contaminação aos funcionários e aos produtos

Imagem: AscomClique para ampliarDeputada estadual Rejane Dias (PT) fala em audiência pública sobre agrotóxicos(Imagem:Ascom)Deputada estadual Rejane Dias (PT) fala em audiência pública sobre agrotóxicos
A cada 10 fazendas fiscalizadas sobre o uso de agrotóxico, cinco apresentam procedimentos de risco de contaminação aos funcionários e aos produtos. A informação foi repassada pela superintendente regional do trabalho, Paula Mazulo, durante a audiência pública na Assembléia Legislativa para tratar a questão, realizada na manhã de hoje e proposta pela deputada estadual Rejane Dias.

Porém, Paula Mazulo revela que a situação já foi pior no passado, quando se registrou cinco mortes de trabalhadores entre 2006 e 2007, mas que vem melhorando com o tempo. “Nossa fiscalização tem mostrado que ainda há casos de contaminação de trabalhadores e de pessoas trabalhando sem os cuidados necessários para se manusear os agrotóxicos. Mas esta situação está melhorando aos poucos”, ressaltou a delegada.

Segunda ela, desde os casos de 2007, quando a Delegacia Regional do Trabalho criou um grupo específico de fiscalização do uso dos agrotóxicos, não se teve mais registros de mortes, mas os casos de contaminação persistem. “Toda semana fazemos fiscalização. Percebemos que na metade das fazendas fiscalizadas ainda encontramos problemas. Mas esta a situação vem melhorando. Há casos de empreendimento que estão comprando máquinas de pulverização que aumentam em muito a segurança dos trabalhadores”. De acordo com Paula Mazulo, as multas aplicadas estão entre 300 UFIRs e mais de 1 milhão de UFIRs.

Também participou da audiência o representante do Ministério da Agricultura, revelando que as modificações genéticas nas culturas brasileiras têm reduzido a utilização dos defensivos e, com isso, os riscos de contaminação por parte dos trabalhadores e consumidores. Ele foi rebatido pelo médico da Superintendência do Trabalho, Francisco Luís Lima, Clodomir Vieira (Neguinho), da coordenação nacional do Movimento Sem Terra. Ambos mostraram números e informações dos problemas causados pelo manuseio e consumo de produtos que utilizam agrotóxicos.

Grupo.
A deputada estadual Rejane Dias fechou a audiência lembrando que foram ouvidos os três lados da questão e que a Comissão de Meio Ambiente da Alepi vai reunir as informações, elaborar um relatório com os pontos críticos e apontar soluções para cada um deles, através de um grupo de trabalho formado por deputados. “A princípio, estamos vendo a necessidade de fiscalização. As empresas que utilizarem os produtos adequados, da forma adequada praticamente não terá problemas de contaminação. Nem aos trabalhadores, nem à produção. Mas ainda há empreendimentos trabalhando de forma errada, o que é um risco para todos, inclusive para a vida dos trabalhadores. Precisamos fazer o máximo não para reduzir, mas para erradicar esta prática nociva”, pontuou.

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