A campanha do candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad (PT), vai adquirir contornos nacionais no 2.º turno contra José Serra (PSDB). Minutos após ser confirmado na segunda rodada da disputa, o petista disse que buscará aliança com Celso Russomanno (PRB), que terminou em terceiro lugar, e com todos os partidos da base de sustentação do governo Dilma Rousseff.
A estratégia conta com a ajuda do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da própria Dilma. A presidente vai cobrar o apoio de Russomanno porque atualmente o PRB controla o Ministério da Pesca, comandado por Marcelo Crivella, bispo licenciado da Igreja Universal. A cúpula da campanha de Haddad espera o apoio do ex-deputado, mas pediu auxílio do Palácio do Planalto porque avalia que ele está "magoado" com o PT.
"Nós vamos buscar o apoio de todos os partidos da base aliada do governo Dilma, sem nenhum veto, nenhuma restrição. Nós entendemos que se os partidos apoiam o projeto nacional, e se queremos que esse projeto tenha expressão forte em São Paulo, precisamos do apoio de todos", afirmou Haddad. "São Paulo tem importância para o projeto nacional."
O candidato do PT disse não ver razão para que as críticas feitas por ele à proposta de Russomanno, prevendo uma tarifa de ônibus proporcional, sejam obstáculo para a aliança no 2.º turno. "Eu, ao contrário de alguns, não faço política atacando pessoas, reputação, ninguém. Faço política discutindo ideias", insistiu Haddad, numa referência indireta a Serra.
Em 2010, Crivella foi acionado para ajudar Dilma, então candidata à Presidência, no segundo turno contra Serra. No ano passado, ele ganhou um ministério justamente para fazer a "ponte" do governo do PT com os evangélicos. Dilma não queria que o PRB lançasse Russomanno. Diante da tentativa frustrada de acordo, porém, ela mesma conversou com o presidente do partido, Marcos Pereira, também bispo licenciado da Universal. Ela combinou com Pereira que o PT e o PRB estariam juntos no 2.º turno, qualquer que fosse o finalista.
Emocionado, Haddad contou que Dilma e Lula telefonaram para ele no domingo, 7, e o cumprimentaram pela passagem para o 2.º turno. Nos bastidores do PT, a chegada do ex-ministro da Educação como finalista foi atribuída a uma vitória pessoal de Lula, que comprou briga no partido para bancar sua candidatura e nos últimos dias não saía das ruas, pedindo votos.
‘Lastro’. Dilma e ministros devem intensificar agora a participação na campanha. A ideia é mostrar que Haddad tem "lastro", nacionalizar o embate com o PSDB pela Prefeitura de São Paulo e politizar a propaganda. A estratégia consiste em apresentar uma espécie de luta do bem contra o mal, associando "realizações" dos governos Lula e Dilma a Haddad. Problemas da gestão do prefeito Gilberto Kassab (PSD) e até do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso serão ligados a Serra.
Lula conversou no domingo com a presidente, por telefone. Solicitou a ela que escale emissários do governo para pedir apoio a Haddad. "Nós precisamos nos unir", afirmou. Derrotar o PSDB e fincar estacas do PT em São Paulo é "questão de honra" para Lula. Ele avalia que não se trata apenas de conquistar a Prefeitura, mas também o governo do Estado, em 2014. Lula costuma dizer, ainda, que é preciso "cortar as asas" de Serra para impedi-lo de tentar nova candidatura à Presidência.
O aval do PMDB do vice-presidente, Michel Temer, à candidatura de Haddad é dado como favas contadas. O PMDB lançou a candidatura do deputado Gabriel Chalita, mas desde as duas últimas semanas vinha negociando com o PT. Em conversas reservadas, peemedebistas chegaram a mencionar o desejo do partido no Ministério da Educação, hoje ocupado por Aloizio Mercadante. Até agora, porém, as negociações nesse sentido não foram adiante.
Para a deputada Luiza Erundina (PSB), a adesão do PRB à campanha de Haddad é bastante provável. "É natural que Russomanno apoie o candidato do PT, já que o seu partido está no governo", disse Erundina.
A estratégia conta com a ajuda do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da própria Dilma. A presidente vai cobrar o apoio de Russomanno porque atualmente o PRB controla o Ministério da Pesca, comandado por Marcelo Crivella, bispo licenciado da Igreja Universal. A cúpula da campanha de Haddad espera o apoio do ex-deputado, mas pediu auxílio do Palácio do Planalto porque avalia que ele está "magoado" com o PT.
"Nós vamos buscar o apoio de todos os partidos da base aliada do governo Dilma, sem nenhum veto, nenhuma restrição. Nós entendemos que se os partidos apoiam o projeto nacional, e se queremos que esse projeto tenha expressão forte em São Paulo, precisamos do apoio de todos", afirmou Haddad. "São Paulo tem importância para o projeto nacional."
O candidato do PT disse não ver razão para que as críticas feitas por ele à proposta de Russomanno, prevendo uma tarifa de ônibus proporcional, sejam obstáculo para a aliança no 2.º turno. "Eu, ao contrário de alguns, não faço política atacando pessoas, reputação, ninguém. Faço política discutindo ideias", insistiu Haddad, numa referência indireta a Serra.
Em 2010, Crivella foi acionado para ajudar Dilma, então candidata à Presidência, no segundo turno contra Serra. No ano passado, ele ganhou um ministério justamente para fazer a "ponte" do governo do PT com os evangélicos. Dilma não queria que o PRB lançasse Russomanno. Diante da tentativa frustrada de acordo, porém, ela mesma conversou com o presidente do partido, Marcos Pereira, também bispo licenciado da Universal. Ela combinou com Pereira que o PT e o PRB estariam juntos no 2.º turno, qualquer que fosse o finalista.
Emocionado, Haddad contou que Dilma e Lula telefonaram para ele no domingo, 7, e o cumprimentaram pela passagem para o 2.º turno. Nos bastidores do PT, a chegada do ex-ministro da Educação como finalista foi atribuída a uma vitória pessoal de Lula, que comprou briga no partido para bancar sua candidatura e nos últimos dias não saía das ruas, pedindo votos.
‘Lastro’. Dilma e ministros devem intensificar agora a participação na campanha. A ideia é mostrar que Haddad tem "lastro", nacionalizar o embate com o PSDB pela Prefeitura de São Paulo e politizar a propaganda. A estratégia consiste em apresentar uma espécie de luta do bem contra o mal, associando "realizações" dos governos Lula e Dilma a Haddad. Problemas da gestão do prefeito Gilberto Kassab (PSD) e até do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso serão ligados a Serra.
Lula conversou no domingo com a presidente, por telefone. Solicitou a ela que escale emissários do governo para pedir apoio a Haddad. "Nós precisamos nos unir", afirmou. Derrotar o PSDB e fincar estacas do PT em São Paulo é "questão de honra" para Lula. Ele avalia que não se trata apenas de conquistar a Prefeitura, mas também o governo do Estado, em 2014. Lula costuma dizer, ainda, que é preciso "cortar as asas" de Serra para impedi-lo de tentar nova candidatura à Presidência.
O aval do PMDB do vice-presidente, Michel Temer, à candidatura de Haddad é dado como favas contadas. O PMDB lançou a candidatura do deputado Gabriel Chalita, mas desde as duas últimas semanas vinha negociando com o PT. Em conversas reservadas, peemedebistas chegaram a mencionar o desejo do partido no Ministério da Educação, hoje ocupado por Aloizio Mercadante. Até agora, porém, as negociações nesse sentido não foram adiante.
Para a deputada Luiza Erundina (PSB), a adesão do PRB à campanha de Haddad é bastante provável. "É natural que Russomanno apoie o candidato do PT, já que o seu partido está no governo", disse Erundina.
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