Os professores da rede estadual de ensino se reuniram hoje (16) na Assembleia Legislativa do Piauí para exigir a não aprovação do projeto do piso salarial da classe apresentado pelo Governo, que será votado pelos deputados estaduais ainda essa semana. Os professores deliberaram ainda sobre a possibilidade de ocuparem diariamente a Assembleia para que os deputados não aprovem a proposta.
Durante a manifestação, diversos professores falaram aos presentes no espaço em frente à entrada do plenário enquanto a presidente do Sinte-PI, Odenir Silva, e mais alguns professores deliberavam com o presidente daquela Casa Legislativa, Themístocles Filho, e os deputados Ana Paula (PMDB), Firmino Filho (PSDB), Marden Menezes (PSDB) e Liziê Coelho (PTB).
Após a ida dos deputados para a sessão, Odenir disse aos professores que a categoria não vai aceitar a proposta. “O projeto não paga o piso que consta na lei nacional”, disse a professora. “E o governo tem vivido de promessas, porque disseram que em novembro iam pagar 13,5% todas as classes e não cumpriram. Em todas as negociações, o Sinte demonstrou que o Governo tem sim condições de pagar o piso, que vem recebendo corretamente os recursos da educação, e estamos cobrando da Assembleia o diálogo que falta”, argumentou.
“Além disso o governo precisa respeitar também a decisão do próprio Tribunal de Justiça, que decidiu pelo pagamento do piso de acordo com a lei nacional, aliás próprio TJ deveria ter apresentado uma decisão firme, uma decisão plena”, disse a educadora. “Por estamos apelando pra Alepi no sentido de ajudar a categoria a ter respeitados e cumpridos os nossos direitos”, finalizou a presidente o Sinte-PI, que disse também que o Sindicato dará água e alimentação aos professores que irão à Alepi nos dias que seguirão.
Regência e aumento por graduação são anulados
De acordo com o professor Hallysson Ferreira, do Conlutas, no projeto do governo consta o fim da regência. “A regência é um direito básico do professor conquistado ainda quando o hoje deputado João de Deus lutou em defesa desse direito, em meados dos anos 90”, relembrou o professor. “E agora o governo quer colocar esse direito dentro do vencimento mensal pra poder o valor do piso ser alcançado, ou seja, este direito será anulado, não mais existirá”, explicou Hallysson.
Hallysson explicou ainda que não mais adiantará o professor se graduar ou se especializar para melhorar sua renda, pois este valor acrescido também será anulado pelo projeto do governo. “Com a decisão do governo de pagar o piso somente para os cerca de 1.800 professores que tem apenas ensino médio, eles desestimulam os professores a estudarem, afinal quem é graduado, pós graduado ou especializado receberá o mesmo salário de quem tem apenas o ensino médio. É uma desvalorização”, defendeu o professor.
Wilson Martins
Em entrevista concedida ao programa Agora, da rede Meio Norte, Wilson Martins, que cumpre agenda de inaugurações no sul do estado, disse que o governo tem cumprido as exigências legais, destacou que a greve é ilegal e que os pontos dos grevistas serão cortados. “Quem trabalha recebe, quem não trabalha não receberá”, disse o governador.
Imagem: Mírian Gomes/GP1
Professores na Alepi
Professores na AlepiDurante a manifestação, diversos professores falaram aos presentes no espaço em frente à entrada do plenário enquanto a presidente do Sinte-PI, Odenir Silva, e mais alguns professores deliberavam com o presidente daquela Casa Legislativa, Themístocles Filho, e os deputados Ana Paula (PMDB), Firmino Filho (PSDB), Marden Menezes (PSDB) e Liziê Coelho (PTB).
Imagem: Mírian Gomes/GP1
Professore deliberam sobre rumos da greve
Professore deliberam sobre rumos da greveApós a ida dos deputados para a sessão, Odenir disse aos professores que a categoria não vai aceitar a proposta. “O projeto não paga o piso que consta na lei nacional”, disse a professora. “E o governo tem vivido de promessas, porque disseram que em novembro iam pagar 13,5% todas as classes e não cumpriram. Em todas as negociações, o Sinte demonstrou que o Governo tem sim condições de pagar o piso, que vem recebendo corretamente os recursos da educação, e estamos cobrando da Assembleia o diálogo que falta”, argumentou.
Imagem: Mírian Gomes/GP1
Educadores podem ocupar o local por vários dias
Educadores podem ocupar o local por vários dias“Além disso o governo precisa respeitar também a decisão do próprio Tribunal de Justiça, que decidiu pelo pagamento do piso de acordo com a lei nacional, aliás próprio TJ deveria ter apresentado uma decisão firme, uma decisão plena”, disse a educadora. “Por estamos apelando pra Alepi no sentido de ajudar a categoria a ter respeitados e cumpridos os nossos direitos”, finalizou a presidente o Sinte-PI, que disse também que o Sindicato dará água e alimentação aos professores que irão à Alepi nos dias que seguirão.
Regência e aumento por graduação são anulados
De acordo com o professor Hallysson Ferreira, do Conlutas, no projeto do governo consta o fim da regência. “A regência é um direito básico do professor conquistado ainda quando o hoje deputado João de Deus lutou em defesa desse direito, em meados dos anos 90”, relembrou o professor. “E agora o governo quer colocar esse direito dentro do vencimento mensal pra poder o valor do piso ser alcançado, ou seja, este direito será anulado, não mais existirá”, explicou Hallysson.
Imagem: Mírian Gomes/GP1
Professor Hallyson Ferreira
Professor Hallyson FerreiraHallysson explicou ainda que não mais adiantará o professor se graduar ou se especializar para melhorar sua renda, pois este valor acrescido também será anulado pelo projeto do governo. “Com a decisão do governo de pagar o piso somente para os cerca de 1.800 professores que tem apenas ensino médio, eles desestimulam os professores a estudarem, afinal quem é graduado, pós graduado ou especializado receberá o mesmo salário de quem tem apenas o ensino médio. É uma desvalorização”, defendeu o professor.
Wilson Martins
Em entrevista concedida ao programa Agora, da rede Meio Norte, Wilson Martins, que cumpre agenda de inaugurações no sul do estado, disse que o governo tem cumprido as exigências legais, destacou que a greve é ilegal e que os pontos dos grevistas serão cortados. “Quem trabalha recebe, quem não trabalha não receberá”, disse o governador.
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