Depois da professora e proprietária da empresa Mestra Administrações e Participações Sejana Martins permanecer calada durante o seu depoimento, o deputado Paulo Teixeira encerrou a sessão da CPMI do Cachoeira. Embora tenha ficado quieta nas perguntas finais , Sejana declarou não conhecer Cachoeira e negou qualquer vínculo da empresa Mestra com a organização montada por Cachoeira. Antes dela depôs o empresário Walter Paulo Santiago, proprietário da Faculdade Padrão, que diz ser o comprador da casa do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Santiago, que terminou o seu depoimento dizendo estar envolvido em um processo de ‘inimigos do governador (Perillo)’ apresentou versão diferente da apresentada pelo governador para a transação da compra. A sessão durou pouco mais de três horas.
O governador Perillo vinha informando ter recebido três cheques, que totalizavam R$ 1,4 milhão, pelo negócio. Os cheques pertenceriam a um parente de Carlinhos Cachoeira. A prisão do contraventor, em fevereiro deste ano, ocorreu nesse imóvel. Em seu depoimento à CPI, no entanto, o empresário disse ter pago o imóvel em dinheiro, em notas de R$ 50 e R$ 100. O deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) explorou a contradição entre a versão de Perillo e a de Santiago para pedir a quebra de sigilo do governador de Goiás. “Isso é suficiente para abrir o sigilo de Perillo”, afirmou.
A transação teria sido intermediada por Lucio Fiuza, que se apresentou como representante do governador, e Wladimir Garcez, que teria atuado como corretor. “Reafirmo que em momento algum estive em contato com o governador para negociar o imóvel”, disse o empresário, acrescentando que não tem o “hábito de trabalhar com cheques”. O imóvel está registrado em nome da empresa Mestra, administrada pelo empresário.
O processo de compra começou em fevereiro de 2011, quando manifestou interesse pelo imóvel, mas o pagamento ocorreu em julho desse ano. Segundo ele, a pedido de Wladimir Garcez, a entrega da casa foi adiada e só ocorreu em março deste ano. Garcez é apontado pela Polícia Federal como braço direito de Cachoeira.
Depoimentos. Os membros da CPI do Cachoeira chegaram a convocar outras testemunhas ligadas ao governador de Goiás para ouvir nesta sessão. Ex-chefe de gabinete do governador Eliane Gonçalvez Pinheiro, também convocada, não compareceu à sessão por motivos de saúde. Sejana Martins, proprietária da empresa Mestra Administrações e Participações, foi a última a ser ouvida, porém declarou que se resguardaria ao direito de ficar calada. Convocado, Écio Antônio Ribeiro, o único sócio remanescente da empresa, não falou. A Mestra consta, em cartório, como a proprietária da casa do governador.
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O governador Perillo vinha informando ter recebido três cheques, que totalizavam R$ 1,4 milhão, pelo negócio. Os cheques pertenceriam a um parente de Carlinhos Cachoeira. A prisão do contraventor, em fevereiro deste ano, ocorreu nesse imóvel. Em seu depoimento à CPI, no entanto, o empresário disse ter pago o imóvel em dinheiro, em notas de R$ 50 e R$ 100. O deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) explorou a contradição entre a versão de Perillo e a de Santiago para pedir a quebra de sigilo do governador de Goiás. “Isso é suficiente para abrir o sigilo de Perillo”, afirmou.
A transação teria sido intermediada por Lucio Fiuza, que se apresentou como representante do governador, e Wladimir Garcez, que teria atuado como corretor. “Reafirmo que em momento algum estive em contato com o governador para negociar o imóvel”, disse o empresário, acrescentando que não tem o “hábito de trabalhar com cheques”. O imóvel está registrado em nome da empresa Mestra, administrada pelo empresário.
O processo de compra começou em fevereiro de 2011, quando manifestou interesse pelo imóvel, mas o pagamento ocorreu em julho desse ano. Segundo ele, a pedido de Wladimir Garcez, a entrega da casa foi adiada e só ocorreu em março deste ano. Garcez é apontado pela Polícia Federal como braço direito de Cachoeira.
Depoimentos. Os membros da CPI do Cachoeira chegaram a convocar outras testemunhas ligadas ao governador de Goiás para ouvir nesta sessão. Ex-chefe de gabinete do governador Eliane Gonçalvez Pinheiro, também convocada, não compareceu à sessão por motivos de saúde. Sejana Martins, proprietária da empresa Mestra Administrações e Participações, foi a última a ser ouvida, porém declarou que se resguardaria ao direito de ficar calada. Convocado, Écio Antônio Ribeiro, o único sócio remanescente da empresa, não falou. A Mestra consta, em cartório, como a proprietária da casa do governador.
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