O deputado estadual Marden Menezes subiu a tribuna da Assembleia Legislativa do Piauí na manhã desta terça, dia 03, para cobrar do Governo do Estado a retomada da negociação com os professores da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) em greve desde o último dia 13, bem como o cumprimento das reivindicações apresentadas pela categoria tendo em vista que o problema da instituição é de natureza de gestão e não financeira já que recursos do superávit estadual poderiam ser aplicados na garantia de investimentos na Uespi.
“A Uespi vive um martírio, um colapso de gestão pela falta de estrutura e investimentos que são omitidos pelo Governo do Estado. As promessas de consolidação da sua autonomia financeira ficaram no campo das palavras. A culpa não é nem dos seus servidores muito menos do alunado, mas da falta de gestão de planejamento e acima de tudo de vontade política do Governo do Estado”, disse Marden.
O parlamentar lembrou que o Executivo se negou a cumprir compromisso firmado com os professores no mês de maio, data base para reajuste da categoria, que previa aumento de 36% equiparando o piso do professor especialista 20h (R$ 1.071,00) ao da Universidade Estadual do Ceará (R$ 1.467,00). No dia 10 de agosto, o governador Wilson Martins propôs um reajuste de 5% para o próximo vencimento e mais 5% somente para dezembro, amarrando para 2013, apenas, um reajuste inflacionário mais 5%.
“O governo recuou e fez uma proposta miserável quando no início do ano havia se comprometido a pagar 36%. Isso é uma quebra de compromisso, falta de palavra, desrespeito para com os professores e alunos da Uespi. Os professores que recebem R$ 1,071 querem ganhar pelo menos igual aos professores do Ceará, algo em torno de R$ 1,467. Há algo de super extraordinário nisso? O reajuste é exorbitante que não pode ser pago? Claro que não”, afirmou Marden.
O tucano lembrou que o Governo do Estado se negou a incrementar o orçamento da Uespi ao rejeitar no ano passado proposta de emenda parlamentar do deputado estadual Firmino Filho que injetaria mais de R$ 23 milhões ao orçamento da Uespi. “Recursos que em nada prejudicariam as contas públicas do Estado tendo em vista que seriam oriundos do superávit anual. Do aumento da diferença do que é previsto pelo estado para sua arrecadação e aquilo que acontece na prática. Mas infelizmente a emenda foi rejeitada por orientação do executivo estadual”, lembrou Marden.
O deputado relatou que os professores reivindicam o reajuste salarial como calculado pelo Departamento Intersindical de Estatística de Estudos Socioeconômicos (Dieese) para professor de nível 1, que é de R$ 2.324. A reforma imediata nas instalações físicas da instituição, no campus de Picos uma reforma interminável ameaça os cursos instalados no município e em Piripiri se reivindica a criação de um laboratório de informática e ainda a contratação de todos os aprovados no concurso público até julho de 2013.
“A Uespi vem agonizando. Os alunos a cada ano repetem as manifestações. Os alunos estão nas ruas novamente pedindo atenção por parte dos deputados piauienses. Apelando para a consciência do governador para que a Uespi possa sair dessa situação de penúria em todo Piauí. Esse poder deve ecoar as manifestações públicas como a Uespi. Vamos continuar a luta pelo fortalecimento da universidade pública”, concluiu Marden.
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“A Uespi vive um martírio, um colapso de gestão pela falta de estrutura e investimentos que são omitidos pelo Governo do Estado. As promessas de consolidação da sua autonomia financeira ficaram no campo das palavras. A culpa não é nem dos seus servidores muito menos do alunado, mas da falta de gestão de planejamento e acima de tudo de vontade política do Governo do Estado”, disse Marden.
Imagem: Divulgação
Marden Menezes
Marden MenezesO parlamentar lembrou que o Executivo se negou a cumprir compromisso firmado com os professores no mês de maio, data base para reajuste da categoria, que previa aumento de 36% equiparando o piso do professor especialista 20h (R$ 1.071,00) ao da Universidade Estadual do Ceará (R$ 1.467,00). No dia 10 de agosto, o governador Wilson Martins propôs um reajuste de 5% para o próximo vencimento e mais 5% somente para dezembro, amarrando para 2013, apenas, um reajuste inflacionário mais 5%.
“O governo recuou e fez uma proposta miserável quando no início do ano havia se comprometido a pagar 36%. Isso é uma quebra de compromisso, falta de palavra, desrespeito para com os professores e alunos da Uespi. Os professores que recebem R$ 1,071 querem ganhar pelo menos igual aos professores do Ceará, algo em torno de R$ 1,467. Há algo de super extraordinário nisso? O reajuste é exorbitante que não pode ser pago? Claro que não”, afirmou Marden.
O tucano lembrou que o Governo do Estado se negou a incrementar o orçamento da Uespi ao rejeitar no ano passado proposta de emenda parlamentar do deputado estadual Firmino Filho que injetaria mais de R$ 23 milhões ao orçamento da Uespi. “Recursos que em nada prejudicariam as contas públicas do Estado tendo em vista que seriam oriundos do superávit anual. Do aumento da diferença do que é previsto pelo estado para sua arrecadação e aquilo que acontece na prática. Mas infelizmente a emenda foi rejeitada por orientação do executivo estadual”, lembrou Marden.
O deputado relatou que os professores reivindicam o reajuste salarial como calculado pelo Departamento Intersindical de Estatística de Estudos Socioeconômicos (Dieese) para professor de nível 1, que é de R$ 2.324. A reforma imediata nas instalações físicas da instituição, no campus de Picos uma reforma interminável ameaça os cursos instalados no município e em Piripiri se reivindica a criação de um laboratório de informática e ainda a contratação de todos os aprovados no concurso público até julho de 2013.
“A Uespi vem agonizando. Os alunos a cada ano repetem as manifestações. Os alunos estão nas ruas novamente pedindo atenção por parte dos deputados piauienses. Apelando para a consciência do governador para que a Uespi possa sair dessa situação de penúria em todo Piauí. Esse poder deve ecoar as manifestações públicas como a Uespi. Vamos continuar a luta pelo fortalecimento da universidade pública”, concluiu Marden.
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