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Política

Vereador Samuel Silveira defende projeto para reinserir dependentes químicos na sociedade

O projeto, que já conta com o apoio do coordenador da Fazenda da Paz, Célio Barbosa, está em fase de elaboração.

O vereador Samuel Silveira (PMDB) pretende lutar pela criação de uma entidade dirigida pela Prefeitura de Teresina, em parceria com comunidades terapêuticas, para dar assistência imediata aos internos que concluírem o tratamento da dependência química, visando, especialmente, fomentar a reinserção social. A informação foi divulgada na manhã deste domingo (27), durante a solenidade de graduação de 21 internos da comunidade terapêutica Fazenda da Paz, numa das unidades da instituições, situada na zona rural de Timon-MA.

Imagem: DivulgaçãoDelegado Samuel Silveira(Imagem:Divulgação)Vereador Samuel Silveira

De acordo com o parlamentar, a preocupação maior é que, com as dificuldades para conseguir emprego e se readaptar socialmente, o interno acabe tendo uma recaída e volte a usar substâncias entorpecentes. “Quando o dependente conclui o tratamento, ele perde a ‘proteção’ da comunidade terapêutica e volta para o mundo real. Sem perspectivas de emprego e excluídos socialmente, muitos acabam recaindo no vício”, explica Samuel.

O projeto, que já conta com o apoio do coordenador da Fazenda da Paz, Célio Barbosa, está em fase de elaboração. A ideia inicial é que a Prefeitura de Teresina arque com as despesas de estrutura da entidade e as comunidades terapêuticas entrem com os ensinamentos e a metodologia. “Por meio de um sistema de cooperativa, aqueles dependentes que concluírem o tratamento e não conseguirem um emprego ficarão nesta casa, ainda sob as orientações da comunidade, mas também gerando renda. Seria um período de transição”, assevera Samuel.

Imagem: DivulgaçãoSamuel Silveira defende projeto para reinserir dependentes químicos na sociedade(Imagem:Divulgação)Samuel Silveira defende projeto para reinserir dependentes químicos na sociedade

Na Fazenda da Paz, por exemplo, o índice de inserção dos ex-internos no mercado de trabalho se aproxima dos 48%. A instituição atua há quase 20 anos na recuperação de homens que têm envolvimento com álcool e outras drogas. “A etapa mais difícil da vida de um dependente químico é persistir no tratamento. Porém, manter-se longe da droga, após sair da comunidade terapêutica, também é uma luta árdua e é preciso dar suporte para que eles consigam superar mais esta fase”, analisa Célio Barbosa, ao justificar seu apoio ao projeto.

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