Em pronunciamento na Câmara, o deputado federal Assis Carvalho (PT/PI) manifestou-se contra a privatização da Eletrobras. Segundo ele, a privatização não resolve as questões do sistema elétrico para os milhões de piauienses que usam os serviços da estatal.
“A privatização sempre é apontada como alternativa. Por que não se opta por fazer investimentos na empresa, por sanar as dificuldades de gestão, por garantir a autonomia local? A quem interessa entregar o patrimônio do povo brasileiro a empresas privadas?”, questionou.
O deputado lembrou da pressão realizada pelo governo dos anos 90 para privatizar as empresas públicas. “Na época, eu era dirigente sindical da categoria bancária e fui um dos protagonistas do movimento que resistiu e conseguiu barrar a privatização dos bancos públicos”, contou.
“Como funcionário da Caixa, presenciei as ações e inações para sucatear a empresa a fim de convencer a população da necessidade de privatizá-la. E é por ter vivido esta situação que reconheço conjuntura parecida quando se apresenta. Eu vejo estes sinais na situação atual da Eletrobras Piauí”, disse.
O parlamentar ressaltou que é preciso reconhecer que a empresa está trabalhando e que anunciou uma série de investimentos. Na semana passada, noticiou a continuidade de um programa que visa trocar todos os fios de alta tensão do estado, substituindo os fios convencionais por fios isolados. Também retomou o programa Luz Para Todos com meta para concluir em 2014.
“Entretanto, é óbvio que a Eletrobras precisa melhorar sua atuação”, constatou. O deputado citou os episódios que culminaram na morte de quatro pessoas no Piauí, nos últimos dois anos, envolvendo gambiarras ou fios caídos, requisitando manutenção. Além de tudo isso, mencionou a falta de autonomia por parte da administração local e questionamentos dos clientes sobre a qualidade dos serviços por conta de apagões e oscilações de energia. Ele defendeu a apuração rigorosa das circunstâncias das mortes. E reivindicou autonomia para a administração no Piauí.
Contra privatização
A atuação dos bancos públicos como Caixa e Banco do Brasil foram apontados pelo deputado Assis Carvalho como exemplos de que é equivocada a privatização do patrimônio público.
Ele destacou o papel social da Caixa, que foi mantida como empresa pública, e é hoje a maior operadora de políticas públicas do Governo Federal, atuando em empreendimentos sociais de inestimável importância para o desenvolvimento do País como o Minha Casa Minha Vida, além do maior programa de distribuição de renda do mundo, o Bolsa Família, que está contribuindo para erradicar a miséria no Brasil.
O deputado questionou também a privatização na área de telecomunicações. “É comum defender a venda de empresas públicas usando-se o exemplo da universalização da telefonia com a privatização das estatais da área. Mas o que não se diz é que a universalização não significou democratização do acesso. Telefone tem em todo lugar. Mas quem pode pagar por estes serviços? O serviço é caro e de qualidade ruim”, finalizou.
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“A privatização sempre é apontada como alternativa. Por que não se opta por fazer investimentos na empresa, por sanar as dificuldades de gestão, por garantir a autonomia local? A quem interessa entregar o patrimônio do povo brasileiro a empresas privadas?”, questionou.
Imagem: Divulgação
Deputado Assis Carvalho
Deputado Assis CarvalhoO deputado lembrou da pressão realizada pelo governo dos anos 90 para privatizar as empresas públicas. “Na época, eu era dirigente sindical da categoria bancária e fui um dos protagonistas do movimento que resistiu e conseguiu barrar a privatização dos bancos públicos”, contou.
“Como funcionário da Caixa, presenciei as ações e inações para sucatear a empresa a fim de convencer a população da necessidade de privatizá-la. E é por ter vivido esta situação que reconheço conjuntura parecida quando se apresenta. Eu vejo estes sinais na situação atual da Eletrobras Piauí”, disse.
O parlamentar ressaltou que é preciso reconhecer que a empresa está trabalhando e que anunciou uma série de investimentos. Na semana passada, noticiou a continuidade de um programa que visa trocar todos os fios de alta tensão do estado, substituindo os fios convencionais por fios isolados. Também retomou o programa Luz Para Todos com meta para concluir em 2014.
“Entretanto, é óbvio que a Eletrobras precisa melhorar sua atuação”, constatou. O deputado citou os episódios que culminaram na morte de quatro pessoas no Piauí, nos últimos dois anos, envolvendo gambiarras ou fios caídos, requisitando manutenção. Além de tudo isso, mencionou a falta de autonomia por parte da administração local e questionamentos dos clientes sobre a qualidade dos serviços por conta de apagões e oscilações de energia. Ele defendeu a apuração rigorosa das circunstâncias das mortes. E reivindicou autonomia para a administração no Piauí.
Contra privatização
A atuação dos bancos públicos como Caixa e Banco do Brasil foram apontados pelo deputado Assis Carvalho como exemplos de que é equivocada a privatização do patrimônio público.
Ele destacou o papel social da Caixa, que foi mantida como empresa pública, e é hoje a maior operadora de políticas públicas do Governo Federal, atuando em empreendimentos sociais de inestimável importância para o desenvolvimento do País como o Minha Casa Minha Vida, além do maior programa de distribuição de renda do mundo, o Bolsa Família, que está contribuindo para erradicar a miséria no Brasil.
O deputado questionou também a privatização na área de telecomunicações. “É comum defender a venda de empresas públicas usando-se o exemplo da universalização da telefonia com a privatização das estatais da área. Mas o que não se diz é que a universalização não significou democratização do acesso. Telefone tem em todo lugar. Mas quem pode pagar por estes serviços? O serviço é caro e de qualidade ruim”, finalizou.
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