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Política

Júlio Cesar não acredita em solução sem ajuste das contas públicas

De acordo com o deputado, são nas grandes crises que surgem soluções inteligentes para a saída delas.

Segundo o presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Federal (CDEIC),  deputado federal Júlio César (PSD), para melhorar os setores da economia precisa antes fazer os ajustes das contas públicas. Ele não acredita em mudanças a curto prazo sem medidas para conter a crise econômica.

"Precisamos  ajustar as contas públicas para que possamos investir no setor produtivo e, consequentemente, gerar empregos renda e tributos para financiar nossos custos com obras  e serviços que são efetuados com o dinheiro do contribuinte", argumentou o deputado Júlio César.

De acordo com o deputado, são nas grandes crises que surgem soluções inteligentes para a saída delas. "Espero que o nosso país encontre o caminho. A curto prazo não vejo isso acontecer. Vamos apostar que a estratégia proposta pelo ministro Levy seja eficiente", completou.
Imagem: Lucas Dias/GP1Júlio Cesar(Imagem:Lucas Dias/GP1)Júlio Cesar
As saídas para o setor produtivo foram debatidas em audiência pública realizada na CDEIC. O deputado Júlio César quer buscar soluções mais rápidas para garantir os investimento no setor produtivo gerando mais emprego e renda para a população."A melhoria nos diversos setores da economia estão atreladas ao ajuste das contas públicas", acrescentou o parlamentar.

A retomada do crescimento é essencial para o diretor de Competitividade, Economia e Estatística da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Mário Bernadini. Ele lamentou que os bancos estão aumentando os juros e reduzindo os créditos. “Daí fica difícil criar oportunidades para o setor industrial, que teve queda de 35% nos últimos quatro anos. A situação está apenas se agravando”, explicou.

O secretario de Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Carlos Gadelha, afirmou que precisa ter mais cooperação e interação entre as empresas, o Governo e as agências. "É preciso uma nova política industrial por meio da modernização das máquinas, com um padrão mais adequado à realidade e que não freie a produção", argumentou.

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