Em entrevista ao GP1, na manhã desta sexta-feira (20), Dia Nacional da Consciência Negra, a senadora Regina Sousa comentou sobre o racismo sofrido por assumir o cabelo natural. A petista relatou que após a eleição recebeu um cartão de um cabelereiro para “dar um jeito no cabelo”.
Imagem: Lucas Dias/GP1
Senadora Regina Sousa
Senadora Regina Sousa“As pessoas acham que cabelo pixaim é uma coisa de outro mundo. Mas é o cabelo que expressa minha raça, assim como existe o liso, existe o pixaim”, declarou a senadora. Regina afirma que não encarou a ação como um fato propositalmente ofensivo. “Essa é uma forma sutil de expressar o racismo, mas às vezes nem é com a intenção de ofender. Não é como as agressões sofridas pelos jogadores de futebol, que sofrem com xingamentos, por exemplo”, disse a senadora.
Na semana de debates sobre racismo, cultura negra e preconceitos, a senadora afirmou que ainda há muito que se discutir e mudar na sociedade, principalmente no âmbito cultural. “Nós temos uma cultura onde o racismo está arraigado, que precisa ser descontruída. Muitas vezes o racismo é incorporado como normal e as pessoas não percebem. Algumas expressões como ‘preto de alma branca’ foram absorvidas e se tornaram expressões comuns. Porque o preto não pode ter alma preta? Porque a alma branca tem que ser melhor?”, refletiu a senadora.
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