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Política

Supremo Tribunal Federal quebra sigilo de Renan Calheiros

As investigações estão próximas do presidente do Senado.

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou no dia 9 de dezembro a quebra do sigilo bancário e fiscal do presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL). O parlamentar não foi alvo das investigações da Operação Catilinárias, deflagrada na última terça-feira (15).

Segundo a Época, operações da Policia Federal chegaram perto do peemedebista. Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, subsidiária da Petrobras, assinou contrato com empresas que fizeram doações para o PMDB alagoano, do qual Renan é dono, e Fabrizio Neves, sócio da gestora de recursos Atlântica, acusado de fazer negócios irregulares que causaram prejuízos ao Postalis, o fundo de pensão dos Correios, estão sendo investigado por desvio de dinheiro público. Os dois são conhecedios do Renan.

Imagem: Jane de Araújo/Agência SenadoRenan Calheiros(Imagem:Jane de Araújo/Agência Senado)Renan Calheiros

Interlocutores falam que a aproximação de Renan a presidente Dilma Rousseff é apenas para ela oferecer proteção. Nesta semana, o senador fez dura criticas ao vice-presidente da República Michel Temer. O apoio do parlamentar a petista é muito valioso porque a gora o Senado Federal ganhou poderes para arquivar o processo de impeachment.

Lava Jato

O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, disse em depoimento que Renana Calheiros recebia propina pelos contratos de Transpetro. Em um dos pagamentos veio um contrato de R$ 240 milhões para a construção de 20 comboios de barcaças. As empresas que venceram o consorcio fizeram doações para a direção estadual do PMDB de Alagoas, cujo responsável é Renan.

Resposta


Procurado, o presidente do Senado, Renan Calheiros, diz que “suas relações com empresas públicas e privadas nunca ultrapassaram os limites institucionais” e que “já prestou as informações que lhe foram solicitadas e está à disposição para quaisquer novos esclarecimentos”.

Operação Positus

A Polícia Federal deflagrou na manhã de quinta-feira (17) a Operação Positus para investigar o Postalis, fundo de pensão dos Correios, alvo de má gestão. Os agentes federais acreditam que os desvios podem chegar a R$ 180 milhões no fundo.

A ação aconteceu no Distrito Federal e nos estados de São Paulo, Para, e Paraíba. A Justiça expediu sete mandados de busca e apreensão. Um mandado de prisão preventiva foi expedido para Fabrizio Neves, ex-gestor do fundo, o principal investigado na operação.

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