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Política

Silas pede inclusão de vigilantes em concessão de porte de arma

Atualmente, as armas utilizadas por esses profissionais são de propriedade, responsabilidade e guarda das empresas onde trabalham e só podem ser utilizadas em serviço.

Os deputados federais realizaram reunião deliberativa nesta quinta feira, 17 de setembro, onde foram discutidas mudanças para o Estatuto do Desarmamento, o Projeto de Lei nº 3722, de 2012. Na ocasião, foram acatadas sugestões do deputado federal Silas Freire (PR-PI) em relação à inclusão de vigilantes no PL, uma vez que a categoria corre os mesmo riscos de morte que outras categorias de segurança beneficiadas pelo porte de arma.

“Fiz um requerimento para incluir a categoria de vigilantes que fora do serviço também podem ser vítimas, em suas residências até mesmo suas famílias podem ser sequestradas por criminosos para depois adentrar nos carros fortes e empresas de seguros. Por isso, estou solicitando que sejam incluídas também o porte de armas a eles”, declarou o deputado.
Imagem: Lucas Dias/GP1Silas Freire(Imagem:Lucas Dias/GP1)Silas Freire

Atualmente, as armas utilizadas por esses profissionais são de propriedade, responsabilidade e guarda das empresas onde trabalham e só podem ser utilizadas em serviço.  O Piauí tem 3 mil vigilantes exercendo a função.

Silas Freire teve a preocupação de se reunir com o presidente do Conselho Regional de Psicologia do Piauí, Eduardo Moita, para definir seu posicionamento, pois o porte de arma tem que ter critérios para ser concedido e esses critérios precisam ser bem estabelecidos. Segundo a análise do psicólogo, através de seus estudos, o ideal seria que os vigilantes em vez de submetidos a avaliações a cada dez anos, sejam avaliados a cada dois anos.

“O fator psicológico é muito importante e o estado só vai conceder o porte se o requerente atender a todas as prerrogativas. O teste bienal pode ser uma saída pois é importante estar constantemente fiscalizando para atestar que ele tem condições de permanecer com a concessão de uma arma, mesmo fora de seu ambiente de trabalho”, destacou Eduardo Moita.

Já o deputado Silas Freire foi além: “Este é o Estatuto da Defesa, só valeria para o vigilante que tiver vínculo empregatício e mesmo assim este será avaliado periodicamente a cada dois anos. Assim, ele vai ter o direito de garantir a segurança de seus familiares, já que muitas vezes a segurança do Estado não nos garante isso. O fator psicológico será determinante”, defendeu.

A sessão foi encerrada sem votação para que a proposta possa ser analisada para votação na próxima semana.

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